*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

VC LEU MICHEL FOUCAULT,NÃO?ENTÃO O QUE VC ESTÁ ESPERANDO FILHO DA PUTA?ELE É A CHAVE DA EVOLUÇÃO DOS HUMANOS.HISTORIA DA LOUCURA,NASCIMENTO DA CLINICA,AS PALAVRAS E AS COISAS,ARQUEOLOGIA DO SABER,A ORDEM DO DISCURSO,EU PIERRE RIVIÉRE,A VERDADE E AS FORMAS JURÍDICAS,VIGIAR E PUNIR,HISTORIA DA SEXUALIDADE,EM DEFESA DA SOCIEDADE,OS ANORMAIS...EVOLUÇÃO OU MORTE!

Sunday, August 03, 2008

Crise do Petróleo: Lobbies, especulação e mercados virtuais 03/08/08

http://wolf.readinglitho.co.uk/mainpages/oilworldmap.html
A especulação é responsável por 60% do encarecimento do crude, afirmou o Presidente da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) no 19º Congresso Mundial do Petróleo, realizado no início de Julho em Madrid. Segundo Chakib Jeli, a especulação nos mercados de produtos petrolíferos deveu-se à debilidade do dólar, consequência da crise hipotecária do "sub-prime".De acordo com a opinião expressa pelo seu líder, a subida de preços não interessa à OPEP (que está estruturada em torno de empresas estatais e monopólios públicos, em países com regimes mais ou menos autoritários), porque incentiva a redução da procura e a exploração de outras fontes energéticas. A OPEP vai aumentar, até 2012, a sua produção diária em quatro milhões de barris, devendo nessa altura atingir uma quota de 52% no mercado mundial (actualmente detém 40%). No entanto, historicamente, as tentativas da OPEP para controlar a evolução dos preços do petróleo raramente foram bem sucedidas. Segundo o seu líder, a missão da organização não é definir preços mas assegurar a produção.
As experiências com vista à substituição dos derivados do petróleo por outras fontes energéticas são cada vez mais intensas, por exemplo, no sector dos transportes, onde 90% da energia globalmente consumida provém do petróleo. O desenvolvimento de automóveis movidos pela fusão de células de hidrogénio já se faz há alguns anos e dois consórcios (um formado entre a Peugeot e a Mitsubichi e outro entre a Nissan e a Renault) anunciaram carros movidos a electricidade já em 2011. Uma eventual generalização destas viaturas provocaria, de facto, uma redução muito relevante na procura de produtos derivados do petróleo.Outro exemplo é o da utilização dos bio-combustíveis, actualmente generalizada no Brasil, para satisfação do presidente Lula da Silva. No entanto, a utilização de produtos agrícolas para a produção energética limitou a produção alimentar e criou um vínculo muito apertado entre a dinâmica dos mercados energético e alimentar, com terríveis consequências sobre a população pobre em muitas zonas do planeta, que foram abandonando formas de agricultura familiar, de subsistência ou dirigida a mercados de proximidade, para se verem hoje confrontadas com uma subida de preços dos alimentos incompatível com o seu poder de compra.Sendo ainda pouco visíveis os resultados dos esforços de substituição do petróleo por outras fontes energéticas, mesmo um aumento da oferta petrolífera pode não ser suficiente para contrariar a tendência de subida dos preços: apesar de algumas iniciativas para se diversificarem as fontes energéticas, o certo é que a indústria e os transportes ainda dependem em muito larga medida destes combustíveis, cujo consumo tende ainda a subir muito significativamente nas chamadas economias em desenvolvimento. O caso da China é exemplar: o consumo per capita de petróleo na China deverá atingir os cinco barris em 2012, muito longe dos 17 barris per capita que constituem a média do consumo nos países da OCDE. Mesmo assim, os cinco barris per capita representarão vinte milhões de barris de crude por dia, cerca de 25% da produção actual (86 milhões de barris). A economia do século XX assentou no petróleo e no século XXI ainda não se deu a necessária e inevitável viragem para outras fontes energéticas: o petróleo ainda representa 40% das transações mundiais de energia.
A regulação dos mercado é hoje um tema recorrente na discussão sobre a evolução do preço dos produtos petrolíferos. A campanha presidencial norte-americana é disso um exemplo, com Barack Obama a sugerir uma apertada supervisão da Comissão de Mercado de Valores de Futuros (CFTC, na sigla original) sobre os operadores que compram e vendem energia nos mercados electrónicos, actualmente isentos de vigilância graças a um "regime de excepção" impulsionado pela empresa Enron (antes do seu colapso) e implementado através de uma lei proposta pelo senador Phil Gramm, um dos co-presidentes da campanha de MaCain.É nos mercados de futuros que se faz o essencial da especulação com os produtos petrolíferos. Um contrato futuro corresponde a um compromisso de compra e venda de um determinado activo numa data específica, por preço e condições previamente definidas. As primeiras transações envolvendo petróleo nos mercados de futuros realizaram-se em Nova Iorque (NYMEX) e Londres (IPE) nos anos 80, generalizando-se nos anos 90 a outros países. Originalmente criados para facilitar a redução do risco dos agentes envolvidos nas transações de produtos “físicos”, estes mercados “virtuais”, cujo funcionamento pressupõe a existência de um número alargado de compradores e vendedores e não implica o contacto directo com as mercadorias transaccionadas, tornou-se particularmente apetecível para os especuladores, em particular, naturalmente, nos períodos de subida de preços.Por sua vez, McCain está mais preocupado com a extensão da exploração de petróleo, tendo recentemente solicitado ao Congresso dos Estados Unidos que levantasse a proibição de construção de plataformas de exploração petrolífera em alto-mar, que vigora desde 1982, para evitar impactos ambientais. As grandes companhias petrolíferas também aproveitam o contexto de alta dos preços para justificar uma suposta necessidade de aumentar a intensidade da exploração de petróleo. Um caso muito recente é o da insistente pressão da empresa Exxon no sentido de exigir ao governo do Kazaquistão a aceleração do processo de abertura da exploração de novas jazidas, que estava prevista para 2005 e foi adiada para 2013. O Iraque anunciou a abertura a empresas privadas da exploração dos seus campos de petróleo, o que contrasta com as práticas dos países vizinhos, como a Arábia Saudita, o Kuwait e os Emirados Árabes, onde empresas estatais mantêm um rigoroso controlo sobre o investimento estrangeiro nos sectores petrolíferos. As reservas provadas do Iraque, de 115 mil milhões de barris, são as maiores do mundo depois das da Arábia Saudita e do Irão e os contratos para a sua exploração estão a ser negociados com contratos estão a ser negociados com a Royal Dutch Shell, a BP, a Exxon Mobil, a Shell em parceria com a BHP Billiton e a Chevron em parceria com a Total.Três destas grandes empresas - a Exxon Mobil, a Royal Dutch Shell e a BP - controlam mais de metade da produção internacional de petróleo e em 2005 alcançaram um nível de vendas de cerca de um bilião de dólares, empregando mais de 300 mil pessoas. Estas empresas detêm activos de valor superior a 630.000 milhões de dólares e lideram o ranking dos mercados bolsistas, com a General Electric, a Vodafone e a General Motors.As pressões políticas exercidas por este poderoso lobby, largamente financiado e dirigido pela Exxon, vão-se conhecendo através da imprensa, como foi o caso da influência sobre George Bush para que os Estados Unidos se demarcassem das recomendações sobre desenvolvimento sustentável assumidas globalmente na Cimeira de Joanesburgo, em 2002.Estas empresas, e em particular a BP, tiveram também larga participação na Guerra do Iraque: nos dias anteriores à invasão, uma equipa de engenheiros treinou no Kuwait tropas de combate britânicas para a manutenção de campos petrolíferos no Iraque e logo após a ocupação do país um director da BP foi nomeado pelo governo inglês para a reconstrução das refinarias iraquianas. Hoje, a exploração do petróleo iraquiano está a ser repartida entre as grandes empresas do sector a nível mundial.O controle que as grandes empresas petrolíferas têm sobre a economia e a política internacional foi amplamente contestada em Madrid, por ocasião do 19º Congresso Mundial do Petróleo. Em resposta, diferentes movimentos sociais promoveram o Encontro Social Alternativo do petróleo, protestando contra o poder de um restrito grupo de governos e empresas sobre os recursos, a economia, as condições sociais e a política no planeta.Numa pequena manifestação, algumas dezenas de pessoas vestidas de preto simularam uma "maré negra" que percorreu o centro de Madrid e irrompeu pelas instalações da Bolsa da capital espanhola. Os engravatados frequentadores do edifício pegaram em cadeiras e tentaram agredir os pacíficos manifestantes. Mostraram que a especulação financeira tem amplas defesas contra os ataques populares. Até à cadeirada, se for preciso!

alemanha 3º maior economia de todo o mundo 03/08/08 está caindo??????

TEMPESTADE ATINGE DEUTSCHE BANK O poderoso Deutsche Bank AG anunciou uma redução do valor contabilístico do seus activos em mais de US$11 mil milhões, em consequência da crise financeira global. Até agora pensava-se, erradamente, que a nau capitania do sistema financeiro alemão saira incólume da crise. As perdas do Deutsche Bank ultrapassaram as do seu rival Credit Suisse Group AG, que atingiram os US$8 mil milhões.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9731
A "Carta alemã" de Gerd-Helmut Komossa
http://resistir.info/alemanha/german_card.html

Washington está a sabotar Olimpíadas de Pequim? 03/08/08

Na semana que antecede as Olimpíadas de Pequim, um clima de medo e de insegurança
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9735
CIA: "Fomos nós que preparámos a insurreição no Tibete"
http://resistir.info/asia/tibete_mar08.html
O novo manual de contra-insurreição dos EUA
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=2294
Academia de contra-insurgência dos EUA - Dando aos oficiais uma nova mentalidade
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=2299

Tumulto em templo indiano 'mata ao menos 140' 03/08/08

A Índia, uma grande potência?
http://resistir.info/samir/india_samir_port.html
Washington empurra a Índia e o Paquistão para a guerra
http://resistir.info/chossudovsky/india_paq_port.html
Pelo menos 140 pessoas morreram neste domingo, entre elas 40 crianças, durante um tumulto em um templo no nordeste da Índia, segundo informações da polícia local.O incidente aconteceu no templo hindu de Nainadevi, que fica no topo de uma montanha no estado de Himachal Pradesh, a 255 quilômetros da capital Nova Délhi.Dezenas de feridos foram levados para hospitais das redondezas.Segundo o correspondente da BBC em Delhi Damian Grammaticas, centenas de fiéis se dirigiam ao local para participar do festival religioso de Shravan Navratras.Eles subiam uma trilha estreita de quatro quilômetros quando uma marquise desabou. O medo de que houvesse deslizamentos de terra provocou pânico e correria.Sem poder se deslocar, dezenas de fiéis ficaram espremidos em um pequeno trecho da trilha e acabaram morrendo asfixiados. Outras vítimas, muitas delas crianças, morreram pisoteadas por fiéis que tentavam se segurar nos escombros e escapar do local.De acordo com o correspondente, 50 mil pessoas são esperadas no evento religioso, que começou no sábado e tem duração de nove dias.Tumultos em templos indianos são freqüentes durante festivais religiosos. Desde o início do ano, três incidentes similares já mataram seis pessoas.O governador do Estado de Himachal Pradesh disse que vai ajudar as famílias das vítimas.


celebrações em St.Petersburg e moscow 03/08/08

Irã não cede em programa nuclear,diz presidente 03/08/08

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste sábado que seu país não vai recuar "nem um milímetro" em seu programa nuclear.
"Em qualquer negociação da qual participarmos... será de modo inequívoco tendo em vista a concretização do direito nuclear do Irã, e a nação iraniana não vai recuar um milímetro em seus direitos", disse o presidente, em uma declaração publicada em sua página na internet.As declarações de Ahmadinejad foram feitas após uma reunião com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, que está em visita de dois dias à capital iraniana, Teerã, e também no dia em que vence um prazo não-oficial para que o país respondesse a uma proposta para interromper seu programa nuclear.O prazo foi dado há duas semanas, em uma reunião em Genebra, na Suíça, entre o principal negociador do programa nuclear do Irã, Saeed Jalili, e representantes de países ocidentais, entre eles o subsecretário de Estado americano, William Burns. A proposta exigia que o Irã suspendesse seu programa de enriquecimento de urânio. Em troca, não seriam impostas novas sanções ao país.Essa proposta havia sido apresentada pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China) e a Alemanha.O Conselho de Segurança já impôs três rodadas de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.Em sua declaração, Ahmadinejad disse que acordos internacionais significam que o Irã, assim como qualquer outro país, tem o direito de enriquecer urânio e ter energia nuclear.Antes das decalarações de Ahmadinejad, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, havia pedido, em uma entrevista à revista Der Spiegel, que o Irã desse uma "resposta clara" à proposta oferecida pela comunidade internacional e "parasse de brincar".O Irã vem se recusando a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, apesar da pressão internacional.Os Estados Unidos e outros países do Ocidente temem que o Irã, sigilosamente, tente desenvolver uma bomba nuclear, e por isso exigem o fim do programa iraniano.No entanto, Ahmadinejad diz que o programa nuclear tem fins pacíficos e é um direito do povo iraniano.
No mês passado, em visita à França, o presidente da Síria havia prometido ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, que usaria suas ligações com o Irã para ajudar a resolver a disputa sobre o programa nuclear iraniano.Segundo o correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, é pouco provável que Assad consiga persuadir Ahmadinejad a cumprir as exigências dos países ocidentais.Conforme Leyne, no momento em que Israel e Síria mantêm negociações indiretas de paz, é mais provável que a visita de Assad tenha o objetivo de reasegurar Teerã da aliança entre a Síria e o Irã.
Irã, o euro e o dólar
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=4243
Nos planos dos EUA, o ataque nuclear ao Irã
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=2585
a guerra contra o iran pode ser evitada?duvido, jamais..
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9250
Israel revela a sua estratégia contra o Irã
http://resistir.info/palestina/meyssan_02fev07_p.html
Crise no seio do estado maior inter-armas dosEstados UnidosA Casa Branca sacrificaria a5ª Frota para justificara destruição nuclear do Irão?
http://resistir.info/irao/5_frota_eua.html
Por trás dos tambores da guerra ao IrãoArmas nucleares ou juros compostos?http://resistir.info/financas/brown_10nov07_p.html
A bolsa do petróleo do Irão e a ameaça bushiana
http://resistir.info/energia/currency_war.html
Planos de guerra da administração Bush para o Irã
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6868
A guerra ao Irã
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=5685
Jogos de guerra iranianos:Exercícios,testese ensaiosoupreparaçãoemobilizaçãopara a guerra real?
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6337
A frágil hegemonia do dólar:A Bolsa Petrolíferado Irão pode derrubá-lo
http://resistir.info/eua/hegemonia_fragil.html

Karadzic esteve sob proteção da CIA, relata imprensa sérvia 03/08/08

embaixada americana é atacada em belgrado
http://br.youtube.com/watch?v=VWX_blvbvD8
Intervenção policial e militar da UE para forçar a secessão da Sérvia
http://resistir.info/chossudovsky/kosovo_16fev08.html
EUA e UE apoiam um processo político ligado ao crime organizado
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=8200
Kosovo: A independência, na Admirável Nova Ordem Mundial,de uma colónia da otan
http://resistir.info/europa/kosovo_18fev08_p.html
"Os tratados europeus servem os interesses daqueles que os escrevem"
http://resistir.info/europa/chouard_09jan08p.html A imprensa sérvia noticiou que o antigo líder dos sérvios-bósnios Radovan Karadzic, acusado de crime contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional da ONU, em Haia, esteve sob proteção dos EUA até 2000. Isso só teve fim quando a CIA descobriu que ele estava rompendo as condições impostas para tal proteção. Isso foi o que relatou o jornal sérvio Blic, com base em fontes do serviço secreto norte-americano. Na época, a CIA descobriu, através de escuta telefônica, que Karadzic continuava liderando o Partido Democrata Sérvio (SDS).Na quinta feira passada (31/07), Karadzic havia declarado ao Tribunal Penal Internacional da ONU que o ex-enviado norte-americano Richard Holbrooke havia oferecido impedir sua extradição a Haia, sob condição de que ele abandonasse a vida política.

Ministro alemão do Exterior ameaça Irã com novas sanções 03/08/08

Diante do duradouro conflito nuclear com o governo em Teerã, o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, ameaçou o Irã com novas sanções. Em declaração à imprensa alemã, ele exigiu que Teerã "pare jogar com o tempo" e dê uma "resposta decente" à proposta do Ocidente. No sábado (02/08), o governo iraniano deixou passar mais um prazo informal para reagir à sugestão de consenso da comunidade internacional.

ao vivo da guerra imperialista americana no iraq 03/08/08












Saturday, August 02, 2008

O verdadeiro estado da economia americana. 02/08/08

Henry Paulson perdeu o controle sobre as finanças americanas.Quando Henry Paulson decidiu abandonar o seu cargo de presidente da poderosa Wall Street
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9728

o mundo secreto de inteligência 02/08/08

dick cheney empurra os estados unidos para a guerra 02/08/08

jornalista do The New Yorker - revelou que a administração Bush,em uma reunião realizada recentemente, no gabinete do Vice Presidente, para discutir formas de provocar uma guerra com o Irão .
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9725

guerra civil no camboja.02/08/08 a luta anti-Colonial no camboja

A primeira baixa real da guerra
www.resistir.info/pilger/pilger_24abr06.html
A censura no jornalismo é virulenta tanto na Grã-Bretanha como nos EUA – e isto significa a diferença entre a vida e a morte para povos de países remotos.


varias baixas na base militar americana no camboja.


a luta anti-Colonial dos guerrilheiros na selva do camboja é brutal.







inglaterra continua enviando armas para o afeganistão. 02/08/08











Colômbia: Estado é o maior torturador do país, diz estudo 02/08/08

A Coalizão Colombiana Contra a Tortura divulgou, no mês de julho passado, o relatório "Tortura: Colômbia padece um Regime Torturador. Violência sexual como estratégia do Terror Estatal", em que revela a triste realidade enfrentada pelos colombianos. Os dados, obtidos durante o ano de 2007, mostraram 97 casos de tortura, sendo que em 90,1% do total o Estado colombiano participa.
Segundo o informe, 27 vítimas foram torturadas e deixadas com vida, enquanto que em 43 casos, as vítimas foram torturadas e logo após assassinadas. Do total, 11 eram crianças e 18 mulheres. A participação do Estado por ação direta de seus agentes ocorreu em 70,4% dos casos; 19,7% deles foram mediante uso de estratégia paramilitar.São listados alguns exemplos de casos de tortura que ocorreram no ano de 2007. Em um deles, um menino de 10 anos foi espancado por membros do Exército Nacional por mais de 15 minutos. Os uniformizados ameaçaram em cortar seus dedos e em matá-lo, acusando-o de ser guerrilheiro. O rosto e a cabeça do menino ficaram destroçados.
"Os casos anteriores fazem parte dos 97 que puderam ser documentados pela Coalizão que são uma parte ínfima das cifras reais, já que muitas vítimas se abstêm de denunciar devido às dificuldades para acessar a justiça, o temor diante dos torturadores e a ausência de mecanismo de proteção a vítimas e a testemunhas, como também a invisibilidade desse crime em âmbito nacional", afirma o documento.A Coalizão Colombiana Contra a Tortura é integrada pela Associação de Familiares de Detidos Desaparecidos (Asfaddes), Associação Minga, Coletivo de Advogados José Alvear Restrepo, Comissão Colombiana de Jurista, Corporação Avre, Corporação Reiniciar, Fundação Comitê de Solidariedade com Presos Políticos (FCSPP), Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT) e Terre des Hommes.

Irã aponta contradição do EUA em acordo nuclear com a Índia 02/08/08

As autoridades do Irã acusaram os Estados Unidos de aplicar uma política de "dois pesos e duas medidas" no âmbito nuclear, por assinar um acordo de cooperação com a Índia, um país que não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).O convênio entre os EUA e a Índia recebeu nesta sexta-feira (1) o sinal verde do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), reunidos em Viena.Através deste acordo, os EUA oferecerão tecnologia e combustível nuclear à Índia, em troca de que este último permita aos inspetores internacionais supervisionar suas instalações atômicas civis.Apesar de a Índia ter um arsenal atômico e não haver assinado o TNP, os EUA decidiram já em 2006 promover um pacto que considera essencial para evitar o desenvolvimento de armamento nuclear."O Irã expressa sua séria preocupação sobre a política de dois pesos e duas medidas dos Estados Unidos, que minou e minará a credibilidade, integridade e universalidade do TNP", afirmou o representante do Irã na AIEA, Ali-Asghar Soltanieh.Soltanieh, em uma declaração apresentada ontem na AIEA e reproduzida pela imprensa iraniana, afirmou que o convênio entre EUA e Índia "legitima as ambições de Israel sobre armamento nuclear". Israel não assinou também o TNP."Há uma séria preocupação com o fato de que os EUA adotaram um passo que pode criar um precedente e preparar o caminho de Israel para continuar suas atividades nucleares clandestinas",acrescentou o representante iraniano na AIEA.A declaração iraniana vem à tona no mesmo dia no qual termina um prazo de duas semanas dado pelos EUA ao Irã para que responda a um plano de incentivos oferecido por vários países, em troca que Teerã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio.O programa foi analisado em Genebra em 19 de julho entre representantes dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China), além da Alemanha, assim como representantes do Irã.

Alfred Nordheim 02/08/08

http://www.bio-pro.de/en/region/stern/magazin/05143/index.html?linkGlossaryTerms=0
Comida geneticamente manipulada, bebê de proveta, higiene racial – a genética evoca sensações negativas. Presidente da Federação Mundial de Genética (IGF) comenta, em entrevista, possibilidades e problemas da sua área.
Professor Nordheim, os europeus são bem céticos em relação aos alimentos geneticamente manipulados. Essa preocupação é justificada?Alfred Nordheim: A atual discussão me lembra muito a dos anos 70 do último século, quando a biologia molecular criou possibilidades de manipulação genética. Na época, foram promulgadas leis bastante rigorosas de engenharia genética, que nos anos subseqüentes acabaram sendo atenuadas, porque os temores se mostraram exagerados e improcedentes. As reservas contra nutrientes derivados de plantas e animais geneticamente manipulados são justificadas, mas exageradas. No final das contas, acabarão se propagando os aqueles nutrientes manipulados que não ofereçam riscos à saúde. Todo novo alimento produzido é testado e inspecionado com exatidão, antes de entrar no mercado. Considero perfeitamente suficientes os mecanismos de regulação hoje previstos ou existentes na Alemanha.Há 75 anos, o regime nazista promulgou a "lei para prevenção de prole hereditariamente degenerada", que criou a base jurídica para a esterilização obrigatória de 400 mil pessoas e o assassinato de outras milhares. A Sociedade Alemã de Genética Humana se posicionou recentemente acerca de sua responsabilidade dessa área. Será que a eugenesia pode ser considerada um assunto encerrado ou ainda existe o perigo de a genética ser instrumentalizada contra a humanidade?A idéia desse posicionamento foi esclarecer mais uma vez que não podemos fechar os olhos aos acontecimentos históricos e que reconhecemos nossa cumplicidade e responsabilidade. Os pesquisadores têm que estar muito atentos, sobretudo na genética. Mas o perigo de um abuso para fins eugenéticos é cada vez menor, pois a eugenesia – ou seja, uma seleção de características genéticas humanas para as gerações futuras – se fundamenta em tendências racistas que não têm mais espaço na discussão de valores alemã e internacional.
Há 30 anos nascia o primeiro bebê de proveta. O senhor considera importante impor limites nesse âmbito?As questões de medicina reprodutiva relacionadas às doenças hereditárias são questões particulares, a serem esclarecidas entre os pais e médicos. Nessa discussão prefiro não intervir publicamente. No entanto, ao contrário dos programas estatais impostos nos anos 20 e 30 do século 20, as intervenções hoje dependem exclusivamente da decisão do indivíduo.Abstraindo as restrições que muitas pessoas fazem à genética, em quais âmbitos ela é praticada com êxito?Infelizmente, o conceito de genética nem sempre é entendido em sua dimensão mais ampla. Essa ciência compreende não apenas a reprodução da herança genética nas gerações seguintes, mas também as divisões celulares em um único corpo e a utilização das informações hereditárias dessas células. Se houvesse essa compreensão, se reduziriam as restrições contra as alterações genéticas e a pequisa de células-tronco.Em 2003, o genoma humano, com três bilhões de letras químicas, foi inteiramente decifrado, mas mesmo assim estamos engatinhando nesse campo. Ainda se abrirão possibilidades de aplicação totalmente novas no âmbito da biomedicina. Por exemplo, será possível comparar seqüências de genomas de células tumorosas com as de células saudáveis e, conseqüentemente, adquirir novos conhecimentos para explicar as causas do câncer e para desenvolver terapias mais eficientes. Assim se poderá descobrir por que uns pacientes reagem a determinados remédios e outros não, o que permitirá individualizar as terapias.Na sua opinião, em que direção vai se desenvolver a pesquisa genética?Nos próximos nos, o seqüenciamento de genomas vai se tornar sensivelmente mais rápido e mais barato, de modo que – dentro de cinco ou dez anos – quem quiser poderá mandar seqüenciar seu genoma por 10 mil euros. A análise de seqüência oferece um alto teor de informação para prognósticos. O importante aqui é o livre arbítrio. O indivíduo deve ter o direito de decidir o que quer saber e o que quer que o médico ou o convênio de saúda saibam ou não.
Será que esse sistema de livre arbítrio pode funcionar? O senhor não acha que as asseguradoras encontrariam formas de violá-lo para obter informações?Pode funcionar, se formularmos regras boas e compreensíveis e as ancorarmos na legislação. É claro que sempre pode haver abuso. Mas se houvesse, seria punido. O fato de haver uma pequena possibilidade de abuso não deveria impedir todos os efeitos desejáveis de um novo desenvolvimento.

Alto oficial diz que desejo dos EUA de dialogar com Irã é um retrocesso 02/08/08

Um alto oficial militar iraniano disse hoje que o desejo mostrado ultimamente por responsáveis americanos de dialogar com o Irã é um retrocesso na política dos Estados Unidos em relação ao país, informou a agência oficial iraniana de notícias "Irna". O anúncio foi feito pelo vice-comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas iranianas para Assuntos Culturais e de Publicidade, o general-de-brigada Massoud Yazaer, em reunião com altas categorias militares em Teerã. O alto comando se referia às declarações feitas no início de julho pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, almirante Mike Mullen, contra um eventual ataque israelense a instalações nucleares iranianas. Nesse contexto, Yazaer afirmou que "as políticas americanas são a única causa da instabilidade na região (do Oriente Médio), por isso a retirada de suas tropas será um importante fator para restaurar a paz". Segundo ele, "a Administração americana, com os problemas que provocou durante o último século em todas as partes do mundo, especialmente no mundo islâmico, se transformou em um dos países mais aborrecidos pela opinião publica mundial".
Irã, o euro e o dólar
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=4243
Nos planos dos EUA, o ataque nuclear ao Irã
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=2585
a guerra contra o iran pode ser evitada?duvido, jamais..
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9250
Israel revela a sua estratégia contra o Irã
http://resistir.info/palestina/meyssan_02fev07_p.html
Crise no seio do estado maior inter-armas dosEstados UnidosA Casa Branca sacrificaria a5ª Frota para justificara destruição nuclear do Irão?
http://resistir.info/irao/5_frota_eua.html
Por trás dos tambores da guerra ao IrãoArmas nucleares ou juros compostos?http://resistir.info/financas/brown_10nov07_p.html
A bolsa do petróleo do Irão e a ameaça bushiana
http://resistir.info/energia/currency_war.html
Planos de guerra da administração Bush para o Irã
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6868
A guerra ao Irã
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=5685
Jogos de guerra iranianos:Exercícios,testese ensaiosoupreparaçãoemobilização
para a guerra real?
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6337
A frágil hegemonia do dólar:A Bolsa Petrolíferado Irão pode derrubá-lo
http://resistir.info/eua/hegemonia_fragil.html

ao vivo da guerra imperialista americana no iraq 02/0/08











Friday, August 01, 2008

Fisicismo 01/08/08 por Jaegwon Kim.

O fisicismo é a doutrina de que tudo o que existe no mundo espácio-temporal é uma coisa física, e que toda a propriedade de uma coisa física ou é uma propriedade física ou uma propriedade que está de algum modo intimamente relacionada com a sua natureza física. Formulada assim, a doutrina é uma afirmação ontológica, embora tenha importantes corolários epistemológicos e metodológicos.Os fisicistas em geral aceitarão a seguinte tese do "fisicismo ontológico" (Hellman e Thompson, 1975): todo o objecto no espaço-tempo é completamente material — isto é, ou é uma partícula básica de matéria (protão, electrão, quark, ou seja o que for) ou é uma estrutura agregada composta exclusivamente de tais partículas. O fisicismo ontológico, portanto, nega a existência de coisas como almas cartesianas, divindades sobrenaturais, "enteléquias", "forças vitais" e coisas semelhantes. Os fisicistas, contudo, discordam bastante quanto à questão das propriedades dos objectos físicos — a questão de os sistemas físicos complexos poderem ou não ter propriedades que sejam, em algum sentido, infísicas. Mas o que é uma propriedade física?É difícil responder claramente a esta questão. Em sentido estrito, as propriedades físicas são aquelas propriedades, relações, quantidades e magnitudes que aparecem na física, como a massa, a energia, a forma, o volume, a entropia, a temperatura, a posição e a distância espácio-temporal, e coisas semelhantes. Maioritariamente, incluir-se-á também propriedades químicas como a valência, a inflamabilidade e a acidez, embora estas não estejam entre as propriedades físicas básicas — propriedades que aparecem em leis básicas da física (neste sentido a entropia e a temperatura também não são básicas). Nas discussões acerca do estatuto das propriedades cognitivas/psicológicas, considera-se em geral que as propriedades físicas incluem propriedades de segunda ordem, como propriedades biológicas e computacionais. Este sentido lato de propriedade física parece apropriado para discutir a questão de como as propriedades psicológicas se relacionam com as propriedades físicas — isto é, o problema da mente-corpo. No seu sentido lato, portanto, "físico" quer dizer essencialmente "impsicológico". O que deixa por responder a nossa questão anterior: o que é uma propriedade física? Massa, carga, energia e coisas semelhantes são obviamente propriedades importantes na física corrente, mas a física do futuro poderá invocar propriedades muito diferentes das da física actual. Como as reconheceríamos enquanto propriedades físicas e não propriedades de outro género? Ou seja, como saberíamos que a física do futuro é física?Como vimos, os fisicistas divergem quanto ao estatuto das propriedades de segunda ordem em relação com as propriedades físicas básicas, de primeira ordem. O fisicismo reducionista afirma que as propriedades de segunda ordem, incluindo as propriedades psicológicas, são redutíveis a propriedades físicas e portanto são propriedades físicas. O fisicismo irreducionista opõe-se ao fisicismo reducionista, também chamado dualismo-propriedade, o qual considera que pelo menos algumas propriedades de segunda ordem, em particular propriedades cognitivas/psicológicas, formam um domínio autónomo irredutível. Isto implicaria que a psicologia é uma ciência especial cujo objecto é a investigação das conexões causais/nomológicas que implicam estas propriedades psicológicas irredutíveis e gerar explicações especificamente psicológicas nos termos daquelas. Nesta perspectiva, não se pode formular estas leis e explicações em termos puramente físicos — nem sequer numa teoria física idealmente completa — e uma descrição puramente física do mundo, por muito fisicamente completa que fosse, deixaria de fora algo de importante acerca do mundo. O fisicismo irreducionista, portanto, conduz à doutrina da autonomia da psicologia e, mais geralmente, à autonomia de todas as ciências especiais relativamente à física básica (Davidson 1970; Fodor 1974).A teoria da identidade mente-cérebro (Feigl 1958; Smart 1959; Armstrong 1968) é uma forma de fisicismo reducionista. Esta perspectiva propõe-se a identificar propriedades psicológicas com os seus correlatos neurais; por exemplo, identifica-se a dor com o seu substrato neural ("estimulação de fibras-C", de acordo com a neurofisiologia filosófica de poltrona). Afirma-se que estas identidades entre o mental e o neural são como as identidades correntes que ciência descobriu, por exemplo, "água = H2O", "luz = radiação electromagnética" e "genes = moléculas de ADN". Tal como a "verdadeira natureza" da água é o ser composta por moléculas de H2O, os avanços na neurofisiologia irão revelar-nos a verdadeira natureza de cada tipo de estado mental identificando-o com um tipo específico de estado cerebral.O emergentismo, uma doutrina popular na primeira metade do século XX, é uma forma de fisicismo irreducionista (Morgan 1923; Sperry 1969; McLaughlin 1992). O seu princípio nuclear é a afirmação de que algumas propriedades de segunda ordem, em particular a consciência e a intencionalidade, são emergentes no sentido de que, embora só apareçam quando se verifica um conjunto favorável de condições físicas, são propriedades genuinamente novas que não são explicáveis nem previsíveis em termos das suas condições físicas subjacentes. Além disso, estas propriedades emergentes trazem ao mundo os seus poderes causais característicos, enriquecendo assim a estrutura causal do mundo. O funcionalismo é também frequentemente visto como uma forma de fisicismo irreducionista. De acordo com esta perspectiva, as propriedades psicológicas não são propriedades físicas nem neurais e sim tipos funcionais, sendo um tipo funcional uma propriedade definida em termos de inputs e outputs causais. Para dar um exemplo conhecido, diz-se que a dor é um tipo funcional na medida em que estar com dores é estar num estado físico/biológico tipicamente causado por determinados tipos de inputs físicos (por exemplo, danos nos tecidos) e que causa determinados outputs comportamentais (por exemplo, gemido, retraimento, comportamento de fuga). Observa-se então que um tipo psicológico do qual se faz este género de interpretação funcional tem realizadores físicos múltiplos (Putnam 1967; Block e Fodor 1972; Fodor 1974); isto é, o mecanismo neural que realiza ou implementa a dor nos seres humanos provavelmente difere imenso dos mecanismos de dor nos répteis, nos moluscos e talvez em certos sistemas electromecânicos complexos. Este é o "argumento da realização múltipla" contra o reducionismo: dado que a dor tem realização múltipla em diversos mecanismos físicos/biológicos, não pode ser identificada com qualquer propriedade física ou biológica singular. Isto levou à perspectiva de que as propriedades cognitivas/psicológicas se situam num nível de abstracção e formalidade superior ao das propriedades físicas/biológicas que as implementam (Kim 1992).Contudo, os fisicistas irreducionistas, enquanto fisicistas, reconhecerão que as propriedades psicológicas, embora sendo fisicamente irredutíveis, dependem, num certo sentido, de propriedades físicas, ou são determinadas por propriedades físicas — a menos, isto é, que se esteja preparado para entender a sua irredutibilidade física como demonstração da sua irrealidade e adoptar o eliminativismo/irrealismo (ou materialismo eliminativo) acerca da mente (Churchland 1981). Isto é, os fisicistas que aceitam a realidade da mente aceitarão a tese da sobreveniência entre a mente e o corpo (Hellman e Thompson 1975; Horgan 1982; Kim 1984): o carácter psicológico de um organismo ou sistema é inteiramente fixado pela totalidade da sua natureza física. Daqui se segue que quaisquer dois sistemas com estrutura física relevantemente similar exibirão um carácter psicológico idêntico ou similar. Mesmo os emergentistas concedem que quando se replica condições físicas idênticas, o mesmo fenómeno mental irá emergir ou não. A sobreveniência é também um compromisso com o funcionalismo: sistemas em condições físicas idênticas têm supostamente os mesmos poderes causais e irão instanciar as mesmas propriedades funcionais. É um compromisso básico de todas as formas de fisicismo que o mundo é como é porque os factos físicos do mundo são como são. Isto é, os factos físicos fixam todos os factos.Entre os factos deste mundo contam-se os factos causais, incluindo os que envolvem propriedades mentais e outras propriedades de segunda ordem. A tese da sobreveniência implica então que estes factos causais de segunda ordem são fixados por factos físicos de primeira ordem, factos supostamente acerca de relações causais físicas. O mesmo se aplica a leis de segunda ordem: sob a sobreveniência, estas leis fixam-se quando se fixam os factos físicos básicos, em particular as leis básicas da física. De acordo com a tese da sobreveniência, portanto, as leis da física e as relações causais são fundamentais; elas, e só elas, são em última instância responsáveis pela estrutura causal/nómica do mundo. Mas esta conclusão não se compatibiliza confortavelmente com a afirmação de que as ciências especiais são autónomas relativamente à física básica. Visto que se as leis e relações causais que se verificam no nível físico básico determinam todas relações causais e leis de segunda ordem, devia em princípio ser possível, ou pelo menos assim parece, formular explicações de leis e fenómenos de segunda ordem no interior do domínio físico. Se o mundo funciona como funciona porque o mundo físico funciona como funciona, por que razão não é possível explicar tudo em termos do modo como o mundo físico funciona?Haverá quem desafie este raciocínio. Argumentarão que X determina Y é uma coisa, mas que X explica ou torna inteligível por que Y ocorre é outra coisa muito diferente. A dor emerge sempre que disparam as fibras-C, e isto pode bem ser uma correlação legiforme. Mas a correlação é "bruta": não é possível explicar por que razão emerge dor, e não cócegas ou comichão, quando as fibras-C disparam, nem por que razão a dor emerge da excitação das fibras-C mas não de outros tipos de actividade neural. Nem parece que sejamos capazes de explicar por que razão quaisquer estados conscientes deveriam emergir de processos neurais. Assim, para os emergentistas, apesar de todos os factos de segunda ordem serem determinados por factos físicos de primeira ordem, os últimos são incapazes de explicar os primeiros. O mundo pode ser fundamentalmente um mundo físico, mas pode perfeitamente incluir factos fisicamente inexplicáveis.A questão de o funcionalista poder ou não resistir à pressão reducionista e como o faz não é tão clara. Suponha-se, como quer o funcionalismo, que estar no estado mental M é estar num estado físico ou satisfazer uma certa condição causal D. Parece então que podíamos facilmente explicar por que uma dada coisa está em M mostrando que está em P e que P satisfaz a especificação causal D — nomeadamente, que P é um realizador de M. E dada a caracterização funcional de M, parece seguir-se que os poderes causais de uma dada instância de M são apenas os poderes causais do seu realizador P nessa ocasião. Assim, se é uma lei da ciência especial que os acontecimentos M causam os acontecimentos M*, isso tem de ser assim porque cada um dos realizadores físicos de M causa um realizador físico de M*. Deste modo, parece que se pode explicar as leis das ciências especiais pela redução em termos de leis que regem os realizadores das propriedades das ciências especiais implicadas.O termo "materialismo" é muitas vezes usado intersubstituívelmente com "fisicismo". Contudo, há algumas diferenças subtis entre estes termos, sendo a mais saliente a de que o fisicismo indica um reconhecimento de que algo como a física actual é a derradeira teoria explicativa de todos os factos, ao passo que o materialismo não está necessariamente ligado ao sucesso da física enquanto teoria explicativa básica do mundo.

Governo cria a Petrobras Biocombustível 01/08/08

A promessa feita pelo governo de criar uma empresa para cuidar exclusivamente dos biocombustíveis começou a se tornar realidade na terça-feira (29), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou a diretoria da Petrobras Biocombustível. A posse do presidente e dos quatro diretores da nova subsidiária aconteceu na cidade de Candeias (BA), minutos depois da inauguração oficial da primeira das três usinas que a Petrobras está construindo no país para produzir biodiesel.Segundo a Petrobras, a usina instalada na Bahia tem capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano, e está apta a trabalhar com matérias-primas de origem vegetal (mamona, girassol, soja, algodão, etc) e animal (sebo bovino, suíno ou de frango), além de óleos utilizados na fritura de alimentos. Com previsão de investimentos de US$ 1,5 bilhão até 2012, a Petrobras Biocombustível irá administrar duas outras usinas _ em Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) _ que deverão entrar em operação até outubro. As três usinas, quando estiverem operando com capacidade completa, deverão alcançar a produção anual de 170 milhões de litros de biodiesel.
O presidente da Petrobras Biocombustível é o ex-gerente de Abastecimento da Petrobras, Alan Kardec. Experiente na gestão de usinas, Kardec travou recentemente intensa disputa política pela Diretoria de Abastecimento da Petrobras, mas acabou vencido por Paulo Roberto Costa, que permaneceu no cargo com o apoio do PT. Na presidência da nova subsidiária, Kardec conta com o apoio de diversos partidos da base aliada, como PCdoB, PMDB e PP.A mistura de perfil técnico com apoio político também prevaleceu nas escolhas de Chanan Rubin (33 anos de Petrobras) para a Diretora Corporativa e Financeira, de Ricardo Castello Branco (31 anos de Petrobras) para a Diretoria Industrial e de Fernando Cunha (30 anos de Petrobras) para a Diretoria de Participações. Rubin e Castello Branco contam com a simpatia dos sindicalistas e petroleiros, e Cunha, que era gerente de biocombustíveis da área internacional da Petrobras, foi indicado pelo PTB.Para um lugar estratégico e que deve funcionar como o principal elo da nova empresa com a cadeia produtiva de biocombustíveis _ a Diretoria de Desenvolvimento Agrícola e Suprimento _, o presidente Lula já havia manifestado a intenção de nomear alguém de sua estrita confiança e de peso político. A escolha recaiu sobre o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, que já foi vice-governador do Rio Grande do Sul e tem grande experiência administrativa.
Durante a inauguração em Candeias, Lula lembrou que a agricultura familiar será responsável pelo fornecimento de 58% do total de matéria-prima comprada para o funcionamento da usina: “A agricultura familiar pode compatibilizar a produção do alimento que comemos com o combustível que precisamos para transportar esse alimento até aos consumidores brasileiros. Não há incompatibilidade. É só fazer um zoneamento agrícola correto, demarcar a área para cada coisa”, disse o presidente.Logo após a posse do presidente e dos diretores, aconteceu a primeira reunião do Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível. Presidente do conselho, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse que a chegada da nova empresa vai permitir “um salto produtivo” para a agricultura familiar: “Estamos certos de que, com a Petrobras Biocombustível, os agricultores familiares passarão não somente a produzir mais oleaginosas para biocombustíveis, como também mais alimentos”, disse o ministro.O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, anunciou que 28.922 produtores vinculados a cooperativas ou associações de agricultores familiares de 264 municípios da Bahia e de Sergipe já plantam girassol ou mamona para o suprimento da usina de Candeias. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Petrobras forneceu 205,2 toneladas de sementes de mamona e girassol certificadas pela Embrapa para agricultores dos dois estados, além de contratar empresas de assistência técnica e extensão rural para orientar os agricultores durante o plantio e a colheita.

Sonda Phoenix confirma existência de água em Marte 01/08/08 tem água ?então tem oxigénio correto?

Graham Hancock em português
http://www.esnips.com/doc/49a44be4-ec22-450e-aafa-260d17e9e33b/Graham-Hancock---As-Digitais-dos-Deuses.doc
http://phoenix.lpl.arizona.edu/
A Nasa (agência espacial americana) anunciou nesta quinta-feira que testes de laboratório realizados por sua sonda espacial Phoenix confirmaram a existência de água em Marte.Há anos os cientistas sabiam que havia gelo em Marte. Phoenix foi enviada para o quarto planeta do Sistema Solar para estabelecer se se tratava de gelo formado por água, dióxido de carbono ou outro tipo de substância.A amostra de gelo foi recolhida na quarta-feira pelo braço robótico de Phoenix e depositada em um instrumento que identifica vapores produzidos pelo aquecimento do material.
"Nós temos água", disse William Boynton, da Universidade do Arizona, responsável pelo analisador termal da Phoenix. "Nós vimos indícios desta água congelada antes em observações feitas pela nave Mars Odyssey e em fragmentos que se diluíram aos serem observados pela Phoenix no mês passado, mas esta foi a primeira vez que água marciana foi tocada e testada."A amostra de solo foi extraída de uma perfuração de aproximadamente cinco centímetros no solo. Neste ponto, o braço robótico deparou com uma camada dura de material congelado.
O material foi exposto por dois dias e parte da água na amostra começou a evaporar, tornando o solo mais fácil de manipular."Marte está nos trazendo algumas surpresas", disse o principal investigador da missão, Peter Smith, da Universidade de Arizona.Apesar do entusiasmo, os pesquisadores mantém alguma cautela. Segundo eles, a constatação não prova que o gelo existia na forma líquida na superfície do planeta, ou que as condições em Marte alguma vez tenham sido favoráveis a isso. Serão necessários mais testes para verificar isso.Os pesquisadores precisam verificar se água congelada já derreteu alguma vez o suficiente para estar disponível para a sustentação de vida e se substâncias com carbono e outras matérias-primas para a vida estão presentes.Os resultados obtidos por Phoenix levaram ainda a Nasa a estender sua missão, que terminaria em agosto.Agora a sonda, que desceu no superfície marciana em 25 de maio, vai prosseguir com suas observações em solo marciano até 30 de setembro.

Teste nuclear russo no Mar de Barents 01/08/08

O submarino nuclear russo-powered Ryazan foi lançado com êxito um teste de mísseis balísticos do mar de Barents."O míssil atingiu um alvo designado, no horário designado,"disse um um porta-voz da Marinha.
http://en.rian.ru/russia/20080801/115460006.html



jogos mortais 01/08/08


mísseis balísticos,submarinos nuclear e bombardeiros estratégicos continuará a ser o núcleo das forças armadas russas para as próximas duas décadas, um projecto de doutrina militar .O documento intitulado "A nova face das Forças Armadas russas até 2030"ainda está a ser desenvolvido pelo Estado-Maior de acordo com algumas fontes militares,estará pronto no final de 2008.A primeira parte da doutrina é uma avaliação do papel geopolítico da Rússia no mundo e a variedade externa global, regional e local de ameaças à sua segurança nacional, incluindo os militares.
A segunda parte abrange o desenvolvimento ea reestruturação das forças armadas russas, com prioridade para as tecnologias da informação e das guerras, tecnologias espaciais e até mesmo as nanotecnologias. O projecto de documento diz que as forças armadas russas irão dependem fortemente de alta precisão armamento convencional desenvolvida com base em inteligência artificial e nanotecnologias."Três grupos estarão em missão de serviço com a Frota do Norte e outro três com a Frota do Pacífico", disse uma fonte ministério da defesa.


Medvedev:O mercado russo dos valores é agora um do mais atrativos no mundo 01/08/08

"É agora um do mais atrativos no mundo... naturalmente nós continuaremos a desenvolver o mercado de valores de acção em nosso país. É a responsabilidade de todos," declarou o Presidente, explicando que "O presidente tem que regular emitindo os regulamentos relevantes. O governo tem que estar relacionado com o mercado de valores das acções , executar as decisões e os regulamentos relevantes e exercitar a supervisão apropriada. Finalmente, as empresas públicas devem tratar do mercado elas próprias, assim como com seus aliados, e assegurar-se de que suas atividades sejam consistentes com os padrões corporativos elevados, estando transparentes e abertas para o mercado, de maneira a evitar a manipulação dos preços das acções".
"Se todo isto for feito, nós podemos estar certos de um bom resultado," concluiu Dmitry Medvedev. "Eu acredito que os prospetos para nosso mercado de valores de acção são extremamente favoráveis, e sem nenhuma dúvida o desenvolvimento do mercado de valores reflete a saúde do mercado financeiro inteiro".Presidente Medvedev declarou que a meta agora é o "desafio especial de transformar Rússia, e Moscow especificamente, num dos centros financeiros do mundo".

Será que a quebra de um banco australiano abalará a Wall Street? 01/08/08

ao vivo da guerra imperialista americana no iraq 01/08/08












Thursday, July 31, 2008

O complexo militar-industrial 31/07/08

o ataque militar ao iran somente é possível com o apoio da turquia.31/07/08

a guerra ao iran 31/07/08

dólares estão sendo utilizados, com a autorização do Congresso, para o financiamento de actividades subversivas contra o iran.
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9703

A Crise de Petróleo 31/07/08 por Henrique Rattner

Nas últimas semanas, o mercado de petróleo e das “commodities” tem sofrido sérios abalos com o aumento do preço do barril para US$ 140.00, seguido por ondas de elevação de preços de alimentos e de inúmeros subprodutos, tais como plásticos, petroquímicos e fertilizantes pelo mundo afora.Lembrando os choques de petróleo na década dos setenta e seus impactos nos custos de energia e na inflação generalizada, uma onda de pessimismo e até pânico atravessa o mundo, causando manifestações de protestos das populações contra a alta dos combustíveis e de alimentos, na Espanha e na França, no Haiti e em vários países africanos, até as Filipinas.

Soou patético o comunicado dos ministros de Energia do G-8, reunidos na semana passada no Japão, exigindo dos países exportadores de petróleo (OPEP), para que invistam mais na produção e na ampliação da oferta do combustível e reclamando também da falta de transparência sobre os níveis atuais de produção e de suas reservas.
A nossa civilização depende do petróleo, combustível e matéria-prima para inúmeros subprodutos. Iniciada a produção no fim do século XIX pela Standard Oil of New Jersey (da família Rockefeller), a expansão da produção seguiu aceleradamente nas primeiras décadas do século XX, após a descoberta de enormes campos nos países do Oriente Médio, particularmente na Arábia Saudita.Na segunda metade do século XX, os dois choques de petróleo nos anos setenta causaram uma elevação radical dos preços, sobretudo nos países europeus e nos Estados Unidos, grandes consumidores e dependentes da importação do combustível para gerar energia e mover a rede de transportes, hoje composta por centenas de milhões de veículos alimentados por gasolina e/ou diesel. Nas duas décadas seguintes, houve um recuo e relativa estabilização dos preços nos mercados, para retomar o ritmo de alta com uma intensidade inédita, nesses primeiros anos do século XXI.Como explicar esse comportamento errático do mercado de petróleo?Dois fatores parecem fundamentais para explicar a alta dos preços e seus impactos na economia mundial. Primeiro, a entrada no mercado da China e da Índia, grandes consumidores e importadores, devido às altas taxas de crescimento de suas economias. A pouca elasticidade da oferta – a perfuração de novos poços e as descobertas de novos campos de exploração não conseguem acompanhar o ritmo de expansão da demanda global – explica em parte o salto do preço do barril até US$ 140.00 (um barril equivale a 160 litros).O outro fator, não menos importante, é o aumento da especulação no mercado de futuros, impactando no cenário internacional. Os atores nesses mercados de futuros são os grandes grupos financeiros que movimentam livremente, sem fiscalização ou controle das autoridades fazendárias e fiscais dos respectivos estados nacionais, imensos volumes de recursos via a rede virtual. O volume de recursos financeiros que circula nessa ciranda é maior que o valor gerado pela economia real (mais de 40 trilhões de dólares) e está concentrado nas mãos de uma parcela ínfima da população mundial. Vivemos no mundo de financeirização da economia e da autonomia dos mercados financeiros que transforma o capitalismo industrial em um capitalismo de renteiros, tudo controlado pelas redes de informação e comunicação, frente aos quais a capacidade de gestão e regulamentação do poder público – o Estado – se revela impotente.Acrescenta-se a presença do cartel da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) que controla 78% das reservas mundiais e responde por 40% da produção e 60% das exportações, fica patente a cilada em que se encontra a imensa maioria dos países e da população mundial. Criado em 1960, para conseguir melhores preços para seu produto, a associação dos membros do cartel conta com 14 países membros. Na África são Argélia, Nigéria, Angola e Líbia; na América Latina, Venezuela e Equador; no sudeste asiático, a Indonésia e no Oriente Médio, a Arábia Saudita, os Emirados do golfo pérsico, o Irã, Iraque, Kuwait e Quatar.

Entre os grandes produtores que ficaram fora do cartel encontram-se os Estados Unidos, México, Grã-Bretanha, Noruega e Rússia. Os países da OPEP mantêm as maiores reservas do mundo em petróleo e conseguem controlar seus preços, por exercer uma administração centralizada dos volumes de produção e exportação. Criada em 1960 com o objetivo de se opor às pressões das grandes empresas compradoras - Exxon, Aramco, Shell, British Petroleum, ENI (italiana), Total (francesa) e Repsol (espanhola), a associação cindiu-se após a guerra de 1967 entre Israel e os países árabes que formaram uma organização própria para controlar as exportações, sem deixar de aderir à OPEP, com sede em Viena.Estima-se que o total da produção mundial, neste começo de século XXI, se eleva a 24 bilhões de barris por ano, dos quais 23 bilhões são consumidos e um bilhão é retido para formar estoques. As reservas globais de petróleo são estimadas em um trilhão de barris, sendo que 67% encontram-se no Oriente Médio. Em várias partes do mundo, as reservas de gás e de petróleo estariam diminuindo (México, Mar do Norte), o que tem intensificado a pesquisa e o desenvolvimento de fontes energéticas alternativas. As respostas a esse dilema que afetará a todas as sociedades, mais cedo ou mais tarde, são complexas e intrincadas.

Mesmo com a descoberta de novos campos como o é o caso da bacia de Santos no Brasil, a instalação de torres de perfuração e de plataformas de exploração é de alto custo e exige, além de grandes investimentos, anos de trabalho para começar a produção e comercialização. A construção de plataformas leva anos e os resultados das perfurações, sobretudo nas áreas marítimas de grande profundidade, são incertas.Outro fato relevante neste contexto, é o aumento contínuo da frota de veículos movidos à gasolina e/ou óleo diesel, subprodutos de refino de petróleo cru. As refinarias existentes trabalham a plena capacidade e a construção de novas unidades exige tempo, investimentos e, sobretudo, precauções quanto aos possíveis impactos negativos no meio ambiente.Como equacionar este problema da demanda por combustível de quase um bilhão de veículos em uso no mundo, aos quais são acrescentados anualmente quase 100 milhões de novos, incluindo carros, caminhões, ônibus, motocicletas que devoram quantidades enormes de combustível líquido e impactam negativamente no meio ambiente, pelas emissões de gases causadores do “efeito estufa” e do aquecimento global terrestre?O dilema vislumbrado por governos e empresas tem inspirado o renovado interesse pela energia nuclear e outras fontes de energia. Quanto à energia nuclear, alega-se que, além de ser mais “limpa” e de custo competitivo (?), sua fonte de matéria–prima, o urânio, está localizada em países politicamente estáveis e aliados (Austrália e Canadá), ao contrário de petróleo controlado por governos hostis ou autoritários, como o Irã, a Venezuela e todo o Oriente Médio.Não é por acaso que as encomendas por novos projetos de reatores têm aumentado significativamente nos países ricos – EUA, França, Grã Bretanha, Finlândia, sem falar dos países “emergentes” como a China, Índia, Rússia e Brasil. Mas, se o tempo necessário para a construção de plataformas em águas profundas e de novas refinarias é demorado, sempre dependendo de um longo e controvertido processo de licenciamento ambiental, o prazo para a construção de reatores nucleares é ainda maior e a resistência das populações à sua instalação é dificilmente superada.Por outro lado, as pressões sobre os países produtores de petróleo, para aumentarem sua produção, não têm surtido efeito. A oferta de petróleo ficou praticamente estagnada e não foi capaz de atender a demanda crescente, sobretudo dos países “emergentes”. Estima-se que somente a Arábia Saudita e os Emirados do Golfo estariam em condições de elevar sua produção, situação que pressiona os preços, dado o desequilíbrio entre demanda e oferta. Também, pequenos acidentes como a sabotagem por guerrilheiros dos oleodutos na Nigéria, tempestades no Golfo do México ou a ameaça constante de eclosão de novos conflitos nos Oriente Médio, pressionam os preços para alta.Outro fator de instabilidade do mercado é representado pelos diferentes tipos de petróleo e sua viscosidade que deve ser processado pelas refinarias. O petróleo “leve”, de menor viscosidade, produz a gasolina e o óleo diesel enquanto o “pesado” serve para combustível de calefação. Na crise atual, ocorre um excesso de óleo combustível “pesado” e a falta de gasolina, o que reduz a rentabilidade das operações das refinarias. Estas, para poderem processar diesel com o óleo de variedade “pesada” necessitam de investimentos adicionais para transformar suas instalações, um processo lento e caro. Empresas de consultoria calculam que os custos para a construção de refinarias e da instalação de plantas petroquímicas têm aumentado em mais de 70% desde o ano 2000. O mesmo raciocínio vale para o desenvolvimento de novas jazidas de petróleo cujo custo tem subido em mais de 100% no mesmo período.A postura nacionalista de certos governos – Rússia e Oriente Médio – tem desencorajado novos investimentos privados. As novas áreas de exploração no Brasil e na região ártica apresentam dificuldades técnicas além de políticas, o que tende a aumentar os preços finais do produto. Face à esta situação, os países ricos da OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – avaliam seriamente a redução do consumo de petróleo e sua substituição por fontes energéticas alternativas, tais como o etanol, veículos elétricos, plantas eólicas e usinas nucleares.A curto prazo, nem a oferta nem a demanda de petróleo são “elásticas” (na linguagem dos economistas) ou seja, reagem a alterações de preços no mercado. O desenvolvimento de um novo campo após sua descoberta pode levar até 10 anos, posto que as empresas consigam captar os capitais no mercado financeiro, hoje extremamente volátil e sujeito a especulação desenfreada.Em resumo, parece que nossa civilização encontra-se em um beco sem saída: por um lado, as pressões representadas por um bilhão de veículos a motor que não param de expandir, sobretudo com a construção de novas fábricas para veículos populares na China e na Índia.

Os impactos dessa corrida irracional atrás do “desenvolvimento” estão sendo sentidos em todos os setores da economia, impulsionando a demanda por mais aço, alumínio, plásticos, vidros e os materiais para a construção de novas plantas. Acrescenta-se a demanda por materiais para expandir a infra-estrutura – rodovias, pontes, túneis e espaços para o estacionamento – fica patente que o planeta não é capaz de sustentar essas sociedades baseadas no consumo de desperdício, na opção individualista por um sistema de transporte e no estilo de morar em grandes aglomerações metropolitanas, devoradoras de enormes quantidades de energia no verão (ar condicionado) e no inverno (calefação).A crise de petróleo tem o mérito de alertar os governos e as populações para o perigo de um colapso e a necessidade de se investir seriamente em pesquisa e desenvolvimento de soluções alternativas e sistêmicas, que abranjam o conjunto das atividades humanas, enfim, um novo paradigma civilizatório.

Clark McClelland falar coisas da NASA 31/07/08

http://www.stargate-chronicles.com/
Revelação incrível feita por Clark McClelland, que foi um controlador de viagens espaciais da NASA, está aposentado e é um grande amigo de John Lear.Em seu website ele saiu em defesa das recentes declarações públicas de seu amigo Dr Edgar Mitchell.
Clark ainda informou que quando trabalhava no Centro Espacial Kennedy que ele observou durante pelo menos um minuto num monitor de TV, um extraterrestre de mais ou menos 2m e 70cm numa nave espacial que estava em uma missão militar.

Cassini confirma existência de lago em lua de Saturno 31/07/08

http://saturn.jpl.nasa.gov/home/index.cfm
Titã é o único astro conhecido, além da Terra, a manter uma massa de líquido - no caso, etano - na superfície.Dados obtidos pela sonda Cassini, da Nasa e da Agência Espacial Européia, confirmam que Titã, uma das luas de Saturno, tem um lago próximo ao pólo sul. Com isso, Titã torna-se o primeiro corpo do Sistema Solar, além da Terra, onde se comprova a presença de uma massa líquida na superfície. O lago de Titã não é de água, porém, mas de etano - um hidrocarboneto, como o metano - misturado a nitrogênio e outros materiais orgânicos.Durante décadas, cientistas especularam sobre a possível presença de líquidos na superfície de Titã, uma lua que tem uma atmosfera densa, repleta de hidrocarbonetos, e temperaturas da ordem de -180º C."Talvez o maior erro tenham sido as especulações sobre a presença de um oceano global, com quilômetros de profundidade", disse Robert Brown, da Universidade do Arizona (EUA), principal autor do artigo que descreve a descoberta do lago, na edição desta semana da revista Nature. "Não há nada disso".Estudando o sistema formado por Saturno e suas luas desde 2004, a Cassini é incapaz de produzir imagens diretas da superfície de Titã, por conta da densa atmosfera do satélite. Cientistas dependem de leituras feitas por radar e ondas infravermelhas para determinar o que há em Titã."O radar já havia revelado possíveis lagos, mas sua resolução não é muito boa", explica Brown. "As manchas que parecem lagos e mares nas imagens de radar poderiam estar cheias de areia fina, ou cascalho". Já no caso do lago de etano confirmado por Brown - batizado de Ontário Lacus, ou Lago Ontário, por conta de sua semelhança com o grande lado da América do Norte - a varredura foi feita com infravermelho, o que permitiu determinar a composição do material: etano, que nas condições de pressão e temperatura da lua é um líquido."Além disso", disse ele, "conseguimos determinar que a superfície é perfeitamente lisa. É impossível conseguir algo tão plano com um sólido". Brown acredita que alguns dos outros candidatos a lagos, detectados por radar, devem estar secos, por conta da meteorologia de Titã. "Quando um dos pólos de Titã se encaminha para o inverno, o material tende a evaporar de outros lugares e se concentrar lá". O cientista estima que o volume de líquido na superfície de Titã deve equivaler a cerca de metade do total nos Grandes Lagos da América do Norte.Em janeiro, estudo publicado na Geophysical Research Letters por outra equipe de cientistas apresentou uma estimativa de que Titã contém mais hidrocarbonetos que todas as reservas de petróleo e carvão da Terra. Hidrocarbonetos são matéria orgânica, como as moléculas que compõem o seres vivos. Pode haver vida na superfície de Titã?Brown diz que muito da química que ocorre em Titã poderia ser vista como "precursora de vida", mas lembra que a vida, como a conhecemos, requer água em estado líquido. "Embora haja água congelada na crosta de Titã, e até a possibilidade de um oceano subterrâneo, ela não existe como líquido na superfície". O cientista lembra, no entanto, que já foram propostos esquemas teóricos que permitiriam a presença de vida baseada em hidrocarbonetos líquidos, em vez de água. "Há a sugestão de que coisas poderiam viver em metano líquido, com processos químicos diferentes da vida terrestre. Não podemos descartar essa hipótese".Para testá-la, no entanto, serão necessários equipamentos diferentes dos a bordo da Cassini. "Já existe a tecnologia para criar uma missão com uma sonda orbital, balões para estudar a atmosfera e robôs para a superfície, até mesmo um robô-submarino para os lagos", afirma Brown. "Uma missão assim custaria de US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões. Mas não veremos nada do tipo antes de 20, 25 anos. A tecnologia existe, mas não a vontade política".

me conta uma novidade.31/07/08 faz décadas que a esquera latina da apoio aberto a toda luta anti-imperialista no continente

o que enfraqueceu as farc não foi o governo de Álvaro Uribe nem muito menos o império.foi sim a morte da literatura marxista no continente.
marx morreu em 1966 quando michel foucault publicou as palavras e as coisas.


Farc estão infiltradas na alta esfera do Brasil, segundo revista colombiana.A presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil "chegou até as mais altas esferas" do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT, aos líderes políticos brasileiros e ao Poder Judiciário, publicou hoje a revista colombiana "Cambio". A conclusão foi tirada de supostos e-mails encontrados no computador do ex-porta-voz internacional das Farc "Raúl Reyes", afirma a última edição da revista, que entrou em circulação hoje. O Governo colombiano, no entanto, "usou seletivamente os arquivos do computador de 'Raúl Reyes'". A publicação acrescenta que com "Equador e Venezuela, (os arquivos) foram usados para colocar em contradição (o presidente venezuelano Hugo) Chávez e (o presidente equatoriano Rafael) Correa, hostis a (o chefe de Estado colombiano Álvaro) Uribe". Com o Brasil, "a articulação foi feita embaixo da mesa para não comprometer Lula, que se mostrou mais hábil e menos combativo com a Colômbia", destacou a revista "Cambio".

Nos e-mails de "Reyes" - cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia e que foi morto por tropas colombianas em solo equatoriano em primeiro de março - são mencionados "cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior" brasileiros, acrescentou a revista. Algumas mensagens foram escritas durante o processo de paz da Colômbia entre 1998 e 2002 em San Vicente del Caguán, durante o Governo do então presidente colombiano Andrés Pastrana, "e envolvem um prestigioso juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas brasileiras". A mesma reportagem diz que "a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos Governos de Venezuela e Equador, mas também comprometeu importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT".
A "Cambio" cita o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital Erika Kokay e o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Também são mencionados nesses e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o assessor presidencial Selvino Heck. A "Cambio" disse que teve acesso aos 85 e-mails de "Reyes" entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008 enviados e respondidos pelo líder máximo das Farc, "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", cujo nome verdadeiro era Pedro Antonio Marín e que morreu este ano. Ainda segundo a "Cambio", há mensagens de "Reyes" para o chefe militar das Farc, "Mono Jojoy" - cujo nome verdadeiro é Jorge Briceño -, e para Francisco Antonio Cadena Collazos - conhecido como padre Olivério Medina e "Cura Camilo" e que atua como delegado das Farc no Brasil - e de todos eles com dois homens identificados como "Hermes" e "José Luis". "Cura Camilo", preso em São Paulo em agosto de 2005, vivia no Brasil há oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a "Cura Camilo" o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia. "Cura Camilo" foi "chefe de imprensa" da guerrilha colombiana no início dos frustrados diálogos de paz em San Vicente del Caguán. O chamado "dossiê brasileiro" diz que estas mensagens "revelam a importância do Brasil na agenda externa das Farc (...) para dar suporte à estratégia continental da guerrilha". As Farc, acrescenta a "Cambio", aproveitaram "a conjuntura criada pela chegada de Lula e do influente PT ao poder para chegar até as mais altas esferas do Governo". A "Cambio" também disse que, "apesar de os e-mails serem apenas indícios de um possível comprometimento do Governo Lula com as Farc - pois nenhum dos funcionários enviou mensagens pessoais a algum dos membros do grupo guerrilheiro - despertam muitas dúvidas que exigem uma resposta do Governo" brasileiro. Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados em abril, Garcia disse repudiar os métodos usados pelas Farc, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico. Naquela oportunidade, Garcia afirmou que o Brasil tem que assumir uma posição de não interferir no conflito colombiano, mas que também não pode ficar indiferente. Recentemente, Garcia classificou como "irrelevantes" as mensagens encontradas no computador periciado pelo Governo colombiano. Consultada pela Agência Efe, a assessoria da imprensa da Presidência da República disse que desconhecia o conteúdo da matéria da "Cambio".


Rússia: 'Não nos venham dizer de quem devemos ser amigos e com quem devemos dormir' 31/07/08

As relações entre Moscou e Washington poderão agravar-se seriamente depois da eleição para presidente nos Estados Unidos. Além disso, uma fonte anônima do Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia disse que as relações entre os dois países podem praticamente dar em nada, informa a Interfax."Estamos prontos para qualquer desdobramento da situação," disse aos repórteres, na terça-feira, uma fonte do ministério. A fonte acrescentou que Moscou pode permitir-se não manter relações com quaisquer parceiros, se esses últimos assim o desejarem.
O acima foi a reação da fonte anônima do Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia a recentes observações do Republicano John McCain, o qual declarou que os Estados Unidos precisam assumir uma postura mais dura em relação à Rússia e excluir o país do Grupo dos Oito.
A fonte disse também que os Estados Unidos haviam posto à prova suas relações com a Rússia.
"Tudo vai muito bem até que nos venham dizer como devemos comportar-nos, de quem devemos ser amigos, com quem devemos dormir e quem devemos pôr porta afora. No final do dia, não vamos batizar crianças com eles, temos outros com quem comunicar-nos," disse um diplomata russo anônimo.A Rússia não exclui que Moscou possa parar de conduzir negociações com os Estados Unidos a respeito de questões nas quais Washington está particularmente interessada, informa a ITAR-TASS, referindo-se à fonte não nomeada do Ministério do Exterior da Rússia.
"Podemos chegar ao ponto no qual poderemos encerrar as discussões acerca das questões nas quais os Estados Unidos estão interessados," disse a autoridade.A administração russa acredita que os Estados Unidos poderão cedo sofrer uma crise política muito séria, na opinião do diplomata."Os Estados Unidos estão à beira de uma crise de larga escala envolvendo sua própria existência," disse a fonte. "Eles terão primeiro que aprender a não gastar mais do que ganham," disse o diplomata russo."Não somos inimigos dos Estados Unidos e, infelizmente, também não nos tornamos amigos. Entretanto, dependemos um do outro muito menos do que dependíamos antes," acrescentou o diplomata.A Rússia tem problemas com o governo estadunidense, não com a nação estadunidense, ressaltou a autoridade. "Temos problemas com os ideólogos estadunidenses que impõem esse tipo de política externa dos Estados Unidos," disse ele.Quanto à vindoura eleição para presidente nos Estados Unidos e o desenvolvimento de relações posteriores com a Rússia, a fonte disse que Moscou está pronta para qualquer desdobramento da situação."McCain precisa primeiro tornar-se presidente para que comecemos a ouvir o que ele diz. O mesmo vale para o segundo finalista, Obama," disse a autoridade.

EUA seduzem a Nicarágua com equipamento médico em troca de sistemas russos de mísseis 31/07/08

A administração dos Estados Unidos ofereceu à Nicarágua a troca de 657 sistemas de mísseis russos terra-ar portáveis por homem, disparáveis a partir do ombro, por equipamento médico para o sistema de saúde do país, informa a RIA Novosti, referindo-se ao canal nicaragüense de televisão Canal 8. O montante da transação ainda não foi divulgado.
"O governo dos Estados Unidos apresentou à administração nicaragüense sugestão de entregar equipamento médico em troca de 657 sistemas de mísseis Strela-2 de fabricação russa. Espero que assinemos um acordo adequado no mais breve futuro," disse, numa declaração, o Embaixador dos Estados Unidos na Nicarágua, Paul Trivelli. O Exército da Nicarágua usa atualmente de 1.000 sistemas Strela-2, que o país comprou da URSS no decurso dos anos 1980. Cerca de 400 desses sistemas serão deixados nas instalações de armazenamento do exército nicaragüense para a eventualidade de a nação decidir assinar o acordo com os Estados Unidos.
É digno de nota que os Estados Unidos recompraram mais de 22.000 complexos de mísseis portáveis por homem, disparáveis a partir do ombro, em diferentes países do mundo nos anos recentes. O Pentágono diz que os Estados Unidos conduzem tal política a fim de não permitir que diversos grupos terroristas se apossem dos complexos.O 9K32 "Strela-2" (nome de referência da OTAN SA-7 Grail) é um sistema de mísseis terra-ar de baixa altitude, portável por homem, disparável a partir do ombro, com ogiva altamente explosiva e orientador passivo de direcionamento para o alvo baseado em emissão de infravermelho. É, de maneira geral, comparável ao FIM-43 Redeye do Exército dos Estados Unidos. Foi a primeira geração soviética de terra-ar, entrando em serviço em 1968, com a produção em série começando em 1970.
O 9K32M "Strela-2M" (nome de referência na OTAN SA-7b "Grail" Mod 1) foi introduzido em 1971 e apresentou diversos aperfeiçoamentos, com aumento tanto do alcance quanto do tamanho da ogiva.O SA-7 é um sistema de mísseis rastreadores e sua eficácia depende de sua capacidade de vincular-se à fonte de calor de aviões de vôo baixo com asas fixas ou rotatórias. O mecanismo rastreador simples de infravermelho do míssil é facilmente escamoteado por contramedidas simples tais como sinais luminosos/clarões, bloqueadores pulsantes de infravermelho do tipo "tijolo quente" e até efeitos ambientais como reflexos infravermelhos provenientes de nuvens.O Strela-2 tem uma pequena ogiva dirigida por energia de fragmentação por explosão com detonadores de impacto e de roçadura. O detonador de impacto detona a ogiva imediatamente no momento do impacto, enquanto que o detonador de roçadura reage ao mais tênue encurvamento da fuselagem do míssil. A ogiva pesa 1,1 kg, inclusive conteúdo de 370g de HE num invólucro pré-fragmentado.
A ogiva pequena tinha a desvantagem de baixa letalidade contra jatos, e especialmente contra alvos multimotores; ao o míssil dirigir-se para o local mais aquecido, normalmente atingia apenas as partes de reignição das turbinas e, devido ao pequeno porte e detonação instantânea, não era raro que deixasse de destruir até mesmo o motor atingido.Embora o desenho básico da ogiva tenha permanecido o mesmo em todos os sistemas de defesa aérea portáveis por homem soviéticos, desde o Strela-2/2M passando pelo Strela-3 e Igla-1 até o Igla final, os mísseis posteriores tinham letalidade muito mais aperfeiçoada com pequeno peso adicional da ogiva, devido a melhor capacidade de localização terminal voltada para atingir a fuselagem do avião, detonação postergada, permitindo ao míssil penetrar no alvo antes da detonação e, em variantes posteriores, também uma carga secundária de 20g para deflagrar combustível explosivo de foguete remanescente.A despeito de suas deficiências em alcance e letalidade, o Strela-2 forçava os pilotos inimigos a voar mais alto, em zona de combate de sistemas de defesa aérea mais potentes. Além disso, em diversos casos forçou os pilotos inimigos a adotar táticas de bombardeio de maior altitude, o que degradou a precisão e a eficácia dos ataques aéreos.O alcance e altitude desses mísseis foram sistematicamente subestimados no Ocidente. Por exemplo, embora um limite de altitude de 1.500 pés fosse amplamente citado, um SA-7 atingiu um jato de Omã (em 1974) a 11.500 pés.


A militarização da Espanha 31/07/08

Não nos temos cansado de dizer – com o êxito a que já estamos habituados -, que tudo o que de importante se passa na nossa vizinha Espanha devia ser objecto do melhor estudo e atenção.Mas como para a opinião pública se clama que entre nós e a Espanha já só há bom vento e melhor casamento – embora ali para o lado de lá de Jurumenha, haja quem não seja da mesma opinião … -, para quê perder tempo com preocupações que só têm cabimento em mentes obtusas que insistem em andar com o passo trocado com a História? Bom bom, é a gente derramar a vista numa lânguida praia mediterrânica bebendo uma caña e petiscando uma tapita.A espanholada também vai nisto, mas entre eles há quem se preocupe em, por exemplo, ir reforçando o seu Poder Militar. Vamos tentar ilustrar com alguns exemplos. Comecemos pela Marinha: por alturas de Abril foi lançado à água em, Ferrol (Galiza), um novo Porta Aviões e plataforma marítima, o Juan Carlos I, que só tem paralelo nos Marines americanos. Vai juntar-se ao "Príncipe das Astúrias"...Construíram ainda nos mesmos estaleiros cinco fragatas da classe Álvaro de Bazan que incorporam a mais moderna tecnologia, incluindo a de defesa aérea "aegis".

Construíram ainda dois modernos navios polivalentes logísticos, capazes de exercerem comando e controle, transportar tropas, navio hospital e reparação em alto mar. Estão em vias de comprarem ainda 20 mísseis de cruzeiro "Tomawak" aos EUA, para o que é necessário obter autorização do Congresso.Quanto à Força Aérea procederam à modernização (MLU -midle life update), das três esquadras de F18 (Torrejon, Saragoça e Las Palmas); dos Mirage F1 que têm em Albacete e já está operacional a primeira esquadra de Eurofighter (caça de última geração) em Moron, cuja construção partilham com a Inglaterra, a Itália e a Alemanha.Num outro projecto em que participam, o avião de transporte estratégico Airbus 400M, verão a sua 1ª aeronave ser entregue em Junho, de um total de …17! O mesmo MLU foi também feito aos vários P3M (antisubmarina) que possuem.
Em Madrid existem dois centros de satélites a funcionar, um a ser operado pelos países da UE, que integram o programa e outro só por eles…O Exército está a ser equipado com a última versão do carro de combate "Leopard", que já é fabricado às dezenas em Sevilha. E já operam 30 UAVs – veículos armados não tripulados - de alta tecnologia fabricados também em Espanha e até produziram doutrina sobre o seu emprego.
Estamos a falar de exemplos…
Significativo é o facto de se registar um desenvolvimento exponencial das Indústrias de Defesa, que incorporam muita tecnologia de outras indústrias civis e que está apostada na exportação, como é o caso das fragatas. O governo espanhol tenta participar em tudo o que é projecto NATO e não só. Vai receber, em termos permanentes o TLP, Tactical Leadership Program, um importante centro de desenvolvimento de tácticas aéreas, que transitarão de Bélgica para a base de Albacete, já no próximo ano.E tendo os EUA denunciado o acordo de Defesa com a Islândia, afirmando que cabe aos europeus garantir esse defesa, de imediato os espanhóis se ofereceram para tomarem conta da respectiva Defesa Aérea (a rodar entre outros países que também a querem fazer). No final deste esforço e neste momento possivelmente não haverá na Europa, país que se lhe possa igualar em capacidade militar clássica. E isto note-se, sendo público e notório a pouca simpatia que o PSOE e sobretudo o seu líder e Primeiro Ministro, José Luís Zapatero, nutrem pelas FAs; pelos graves problemas de recrutamento, da campanha anti militar existentes em muitos meios e ainda por em alguns pedaços da Espanha ( sobretudo o País Basco e a Catalunha) serem francamente hostis à presença de unidades militares.E no meio disto tudo não deixa de ser curioso verificar o contencioso político com os EUA desde que o PSOE é governo o que levou Zapatero a nunca visitar aquele país e à descortesia de ter proibido o desfile de uma Companhia de Marines, no dia da Hispanidad (12/10) logo a seguir à sua primeira tomada de posse condescendendo apenas à presença do embaixador. E terem sofrido, mais tarde, o amargo de boca de verem os EUA oporem-se a uma candidatura do seu representante no Comité Militar da NATO, ao cargo do respectivo "chairman" (concorreu ainda o polaco e o italiano, ganhando este).
O Estado Espanhol diz abertamente que quer afirmar a Espanha como uma grande potência na Europa e no Mundo e as FAs fazem parte desta estratégia de afirmação. O que está certo. O que já parece menos certo é que as capacidades militares que se estão a construir, se destinam às missões de Paz e Humanitárias em que estão muito empenhados, como também afirmam. É que tal ultrapassa em muito tal desiderato.Convinha fazer algum estudo geo estratégico sobre todos estes assuntos, quanto mais não fosse para exercitarmos o intelecto…Por sorte nossa ou inspiração divina, o actual primeiro ministro português, elegeu o seu homólogo espanhol como o seu melhor amigo.Ficamos, assim, sossegados. E porreiros, pá.

levante popular na turquia 31/07/08 turquia:risco de golpe de estado?

Mais de 7.000 pessoas participaram numa marcha organizada por diversas organizações da sociedade civil. "Intitulada "70 milhões de passos contra o golpe de Estado", a manifestação decorreu em Istambul, entre Tünel e Taksim. As pessoas, que desfilaram, pensavam participar assim numa acção destinada a prevenir qualquer golpe de Estado.Artigo de Oral Çalislar, publicado no jornal Radikal, traduzido para francês por Marillac e publicado no site turquieeuropeenne.eu.



No mesmo dia, lia-se em jornais (no diário Tarif, recentemente criado pelo movimento democrático, Nota do tradutor de turco para francês) que havia um plano de acção próprio das Forças Armadas Turcas, cujos detalhes e procedimentos uma vez examinados faziam imediatamente pensar num golpe de Estado. E as declarações de Mustafa Özyürek, secretário geral do CHP (esquerda nacionalista, nota do tradutor de turco para francês), não deixam de ter um certo interesse: "há pormenores nessas informações. E é necessário juntar a esses pormenores explicações detalhadas. Além disso, se conforme o que disse o Estado-maior, este documento não é um documento oficial, se não emana da hierarquia militar, então de quem emana? É preciso esclarecer a opinião pública sobre este assunto. As missões do exército turco, tal como foram definidas na sua fundação, são muito claras. A sua primeira função é assegurar a segurança interna e externa do país. Fora destas missões, não é justo que realize acções no domínio político ou nos espaços de responsabilidade da sociedade civil. Porque neste caso, iria manifestamente além das suas atribuições jurídicas. É preciso saber se, como deixa entender este documento publicado na imprensa, tais actividades foram ou não realizadas. Se a elas foram afectados fundos especiais, sim ou não? Se sim, como foram feitos os pagamentos a partir das dotações orçamentais? Certamente, que será preciso esclarecer tudo isto à opinião pública..."
Podemos afirmar que a Turquia está a caminho de uma crise estrutural. Após o golpe de Estado de 12 de Setembro de 1980, as instituições do nosso país foram refundadas numa lógica autoritária. E a pedra angular desta operação de consolidação foi sem qualquer dúvida a constituição. O princípio de base desta reorganização autoritária dos poderes foi colocar sob controlo o próprio fundamento da democracia, que se chama vontade popular. Nas democracias desenvolvidas, há um princípio seguro: o da separação dos poderes. Trata-se da necessidade de qualquer poder ser controlado. A capacidade destes regimes para existirem enquanto Estados de direito está directamente ligada a uma organização dos poderes orientada para a protecção dos direitos individuais. Ora, entre nós, esta organização está indexada não ao princípio do Estado de direito, mas ao do Estado autoritário.
Da instituição do Conselho de Segurança Nacional até às competências do Tribunal Constitucional, todo o sistema está voltado para a necessidade de proteger o Estado contra a mudança, de manter em permanência as instituições autoritárias do Estado autoritário, como uma pressão permanente sobre a sociedade.


Porque se fala de golpe de Estado, não nos Estados desenvolvidos, mas em países como o Paquistão, a Tailândia ou a Indonésia? Porque é que os regimes nos quais os militares desempenham um papel político são regimes de países subdesenvolvidos? Se temos vontade de passar à liga superior dos países desenvolvidos, devemos afastar de nós, e para mais longe possível, qualquer possibilidade de um golpe de Estado. A principal razão do debate que nos agita hoje está precisamente aqui. Estou farto de discutir com pessoas para quem "a democracia é prematura na Turquia. A Turquia não é digna da democracia". Inúmeras pessoas minhas conhecidas, que se dizem de esquerda e republicanas, desejam apenas que a Turquia seja colocada sob o controle de um regime autoritário de partido único.Actualmente, já não há qualquer possibilidade de um golpe de Estado franco e directo. E aqueles que compreenderam isto procuram então que o regime tradicional perdure, adaptando os métodos e jogando com o que se chama as armas da "guerra psicológica". Pode-se, à luz dos documentos divulgados recentemente pela imprensa turca, dizer legitimamente que estamos confrontados com uma tal situação. E é por isso que devemos, quanto a nós, usar precisamente esta situação, para lutar pela democracia. Foi isso que exprimiram milhares de pessoas no Sábado passado, entre Tünel e Taksim.


The New York Times torna respeitável o extermínio nuclear 31/07/08

ao vivo da guerra imperialista americana no iraq 31/07/08












Wednesday, July 30, 2008

Neil Levy 30/07/08

http://dmurcho.com/docs/levy.pdf
o pensamento evolutivo de Neil Levy

parada militar no peru 30/07/08

As muitas incógnitas da eleição peruana
http://resistir.info/mur/peru_eleicao2.html



inglaterra se prepara para enviar mais tropas para o afeganistão.30/07/08










Pela primeira vez em 60 anos meninas são admitidas no instituto báltico naval da rússia.30/07/08





















Comandante ligado à 4ª Frota visita centro militar na Amazônia 30/07/08

Quarta Frota: mensagem de guerra
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=5221
Sem repercussão na mídia nacional, o major-brigadeiros-do-Ar, Glenn Spears, subcomandante do Comando Sul dos Estados Unidos, ao qual ficará subordinada a polêmica Quarta Frota da marinha norte-americana, passou três dias na semana passada visitando instalações militares na Amazônia. Requisitada pelo próprio governo de George Busch, a visita envolveu as instalações do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), do Comando Militar da Amazônia e do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Manaus (Cindacta-4).
Num momento em que o governo brasileiro demonstra preocupação com a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul, inclusive com pedido de explicação motivado pelo presidente Lula, é no mínimo estranho que um alto comandante militar norte-americano visite instalações estratégicas da defesa brasileira.Sob alegação de missão humanitária, a reativação da Quarta Frota no mês passado, causou protesto de diversos setores governamentais e da sociedade. Para analistas, a presença militar dos EUA nos mares da América do Sul e do Caribe tem nítida ligação com as recentes descobertas de petróleo na costa brasileira, a abundância dos recursos naturais, sobretudo na Amazônia, e o avanço de governos de esquerda e de centro na região.Estudos elaborados pelo Ministério da Defesa em conjunto com a Petrobras demonstram preocupação, no tocante a reativação da Quarta Frota, com questões relacionadas à Amazônia e a soberania brasileira sobre o Campo de Tupi, na Bacia de Campos, cujas recentes descobertas apontam para uma reserva de petróleo estimada em entre 5 bilhões a 8 bilhões de barris.As mais novas descobertas estão localizadas no limite de 200 milhas náuticas a partir do litoral brasileiro. Segundo acordo internacional, que estabelece o limite territorial de cada nação costeira, as reservas pertencem ao país. Ocorre que os EUA não são signatários dessa Convenção das Nações Unidas sobre o Direito ao Mar (CNUDM).Além do governo, é grande a preocupação do parlamento brasileiro com a presença militar dos EUA na América do Sul. Foi aprovada nesta terça (29), por exemplo, durante reunião do Parlamento do Mercosul, uma declaração apresentada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) dando conta de que a reativação da Quarta Frota não é oportuna.“É inteiramente inoportuna e desnecessária, dadas as atuais circunstâncias mundiais e regionais que conformam a América do Sul como uma região pacífica e democrática", diz o senador numa declaração divulgada pela Agência Senado. O texto foi aprovado por 26 votos a favor, nenhum contra e 11 abstenções.Visitante é crítico da Venezuela
O subcomandante Glenn Spears é um dos mais contundentes críticos do governo do presidente Hugo Chaves na Venezuela. Por conta da compra de armas feita pelos venezuelanos da Rússia, ele deu a seguinte declaração: "Nós estamos seriamente preocupados com essa grande quantidade de aquisições".Além da pretensão em adquirir helicópteros MI 28, aviões de vigilância, tanques, sistemas de defesa aéreos e submarinos atômicos, a Venezuela já comprou cerca de US$ 4 bilhões em armamentos russos. Com a aquisição, a Rússia diz que a Vanezuela reforça sua soberania na América Latina.
Em resposta ao questionamento do Vermelho sobre os motivos da visita, o Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a solicitação feita pelo governo norte-americano teve como finalidade “estreitar os laços entre Brasil e os Estados Unidos para facilitar a comunicação entre os países, e também, de conhecer as instalações brasileiras”.Diz que o coordenador do Departamento de Assuntos Internacionais, do Ministério da Defesa (DAI), tenente-coronel Marco Aurélio Guimarães, acompanhou o subcomandante Glenn Spears e um assessor direto, durante toda a visita.
"Este tipo de atividade é rotineiro na relação entre os dois países, haja vista a vasta programação de visitas a unidades militares e de transporte aéreo já realizadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes militares brasileiros”, diz o comunicado.Assessoria enviou uma agenda do ministro Jobim em bases militares dos Estados Unidos em março deste ano para explicar à recíproca. Entre outras atividades, Jobim visitou a Base Naval de Norfolk, onde conheceu um submarino nuclear, reuniu com Condoleezza Rice, secretária de Estado e visitou o Centro de Comando do Sistema de Controle de Tráfego Aéreo de Dulles.Ministro Jobim nos EUA:Na última quinta (24), o ministro Jobim também iniciou uma nova visita de sete dias aos Estados Unidos. Ele viajou acompanhado do comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, do comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Sérgio Etchegoyen, e do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Já nos EUA, o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, se juntará à comitiva.Segundo a assessoria do ministério, uma vasta programação de visistas estavam programadas, entre elas, uma parada no Estado de Nevada, em Las Vegas, onde ele conheceria a Base Aérea de Nellis.

Mercosul define 4ª Frota como "desnecessária" e "inoportuna" 30/07/08

O Parlamento do Mercosul rejeitou nesta terça-feira (29) o retorno da 4ª Frota dos Estados Unidos a águas da América do Sul e advertiu sobre o risco de que tal decisão gere mais insegurança e uma militarização de conflitos na região.Em declaração conjunta, os deputados do Mercosul destacaram que a volta a águas sul-americanas da 4ª Frota americana é "desnecessária e inoportuna", pois a região é "pacífica e democrática", e resolve seus conflitos de forma "negociada" e com o princípio de "não-intervenção".Os membros do Parlamento (formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) analisaram em Montevidéu o anúncio dos EUA de que, a partir deste mês, a 4ª Frota naval, com base em Mayport, Flórida, voltaria a navegar pelos mares da região.Sua reativação coincide com o processo de criação do Conselho de Defesa da União de Nações Sul-americanas (Unasul), impulsionado pelo Brasil.
O Brasil, cujo Senado já rejeitou a reativação da força naval norte-americana, foi um dos promotores mais ativos da votação apresentada hoje perante a décima primeira sessão do Parlamento do Mercosul.Outro dos grandes detratores desse passo militar é a Venezuela, candidata à adesão ao Mercosul e que nesta terça-feira foi à reunião parlamentar na condição de observadora.Segundo o bloco, a reativação dessa maquinaria militar, que envolve "a militarização de conflitos e problemas regionais", pode gerar "uma insegurança hemisférica e comprometer a integração da América do Sul e do próprio Mercosul"

Equador determina que EUA desocupem base militar no país 30/07/08

O governo do Equador enviou nesta terça-feira (29) uma notificação aos Estados Unidos, pedindo para que a Casa Branca desocupe a base militar de Manta até novembro do ano que vem, informou o Ministério das Relações Exteriores equatoriano.O governo de Rafael Correa comunicou à embaixada americana em Quito sua decisão de dar por encerrado o acordo de cooperação bilateral assinado no 12 de novembro de 1999 sobre o uso da base em Manta, situada no oeste do Equador e teoricamente destinada à luta contra o narcotráfico na região.
O acordo previa o "acesso e o uso, por parte dos Estados Unidos, das instalações da base da Força Aérea equatoriana em Manta para atividades antinarcóticos", diz um comunicado oficial da Chancelaria do Equador.O texto destaca ainda que, "em conversas com funcionários americanos, foi combinado que as operações realizadas (na base de Manta), amparadas no mencionado acordo, terminariam no mês de agosto de 2009".Nesses contatos, também ficou acertado que "o processo de retirada do pessoal estrangeiro da base da Força Aérea equatoriana em Manta" deveria terminar em novembro de 2009, diz o documento.Segundo o acordo, "as instalações do posto avançado americano serão transferidas à autoridade correspondente da Força Aérea equatoriana".O acordo sobre a base de Manta foi aprovado durante o governo do ex-presidente democrata-cristão Jamil Mahuad, que deixou o poder antes do fim de seu mandato, depois de aprovar a dolarização da economia equatoriana e de afundar ainda mais o país em uma crise financeira sem precedentes.Desde o princípio, a presença do contingente americano em Manta gerou suspeitas de amplos setores da sociedade, que achavam que o posto avançado seria usado para apoiar a luta contra a guerrilha colombiana.

Petrobras ignora EUA e anuncia novos investimentos no Irã 30/07/08

Resistindo a pressões da Casa Branca, a Petrobras decidiu manter seus investimentos e planos no Irã, ao contrário de outras gigantes petrolíferas que congelaram recentemente sua atuação no país.A estatal brasileira, cujo escritório em Teerã tem 12 funcionários e serve como base de operações para todo o Oriente Médio, arrematou licitação do governo iraniano em 2003 para a prospecção no bloco de Tusan, na embocadura do estreito de Hormuz, golfo Pérsico. No início deste ano, o contrato foi estendido até julho de 2009.
A empresa não só pretende honrar o compromisso com o Irã como também alimenta planos de multiplicar por 15 o investimento já feito no país – estimado em US$ 32 milhões – se novas reservas significativas forem encontradas.As petrolíferas européias estão no caminho inverso, apesar de o Irã ser o quarto maior exportador mundial de petróleo e detentor das segundas maiores reservas de gás. No mês passado, a francesa Total suspendeu seu maior projeto de investimentos no país. Em maio, a anglo-holandesa Shell e a espanhola Repsol engavetaram US$ 10 bilhões em contratos para a exploração de South Pars, a maior reserva de gás no mundo.As empresas alegam que a suspensão dos investimentos no Irã não equivale a uma retirada do país, mas afirmam que o impasse sobre o programa nuclear de Teerã deixou um ambiente "muito arriscado" para manter grandes projetos na região – Israel chegou a ameaçar bombardear o Irã.Para além da justificativa oficial, a decisão das petrolíferas é vista como resultado da política de isolamento imposta por Washigton ao Irã, acusado pelos EUA de patrocinar o terrorismo e de desenvolver secretamente um arsenal nuclear.Como forma de pressionar as petrolíferas européias, a Casa Branca vinha ameaçando recorrer ao dispositivo legal que permite restringir as atividades nos EUA de empresas estrangeiras que tenham investimentos superiores a US$ 20 milhões no país asiático.O Brasil sustenta que as sanções ao Irã não proíbem atividades petrolíferas e mantém relações cordiais com Teerã. As divergências sobre o tema já haviam sido escancaradas em visita do presidente Lula aos EUA, em 2007.

Brasil transborda de esperança em meio a crise global, diz jornal 30/07/08

Uma reportagem publicada na capa da edição desta quarta-feira do diário International Herald Tribune afirma que o Brasil "transborda de esperança" em meio à crise econômica global.
O texto atribui o clima esperançoso ao bom momento econômico que o país atravessa."O Brasil, a maior economia da América do Sul, está finalmente pronto para concretizar seu potencial como importante ator no cenário global, dizem os economistas, já que atravessa sua maior expansão econômica em três décadas", afirma a reportagem.O correspondente do jornal diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou o impulso populista de seus parceiros na Venezuela e Bolívia e estimulou o crescimento do país com uma "combinação eficiente de respeito pelos mercados financeiros e programas sociais direcionados"."O Brasil diversificou a base industrial, tem potencial para expandir o setor agrícola e possui uma enorme reserva de recursos naturais ainda não aproveitados. Novas descobertas de petróleo irão impulsionar o país para o ranking das grandes potências petroleiras globais na próxima década", cita a reportagem.Segundo o texto, o mercado doméstico também contribui para o crescimento e o fortalecimento da economia brasileira, já que o bom momento afeta todas as camadas sociais e estaria não apenas criando "uma nova classe de super-ricos", mas também expandindo a classe média do país.
"Na verdade, com a moeda forte e a inflação no geral controlada, os brasileiros estão em uma temporada de consumo que se tornou o principal motor da economia", afirma o Herald Tribune.
"O que faz o Brasil mais resistente é que o resto do mundo importa menos", disse ao jornal Don Hanna, responsável pelas economias emergentes no Citibank.
A reportagem de capa destaca ainda o papel dos programas sociais do governo brasileiro no crescimento econômico do país.Segundo a matéria, Lula teria aprofundado os programas iniciados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria "conduzido muitas das reformas estruturais que deram as bases para o atual crescimento estável do Brasil".Entre os programas citados pelo jornal estão o Bolsa Família e o Banco do Nordeste.De acordo com a reportagem, assinada de Fortaleza, esses programas ajudaram a expandir o emprego formal e informal, impulsionaram a classe média e "colocaram dinheiro no bolso dos nordestinos". "O número de pessoas abaixo da linha da pobreza – definidas como aquelas que ganham menos de R$ 125 por mês, ou US$ 79,5 – caiu de 38% em 2000 para 33% em 2006", afirma o texto.

Porta–aviões nucleares serão o elemento chave das Frotas russas 30/07/08

Os porta–aviões nucleares serão o elemento chave das Frotas russas do Norte e do Pacífico: declarou ontem o comandante da Frota do Norte , o almirante Viacheslav Popov.
“ Elemento chave dos futuros sistemas de porta-aviões na Rússia serão os porta-aviões nucleares , porque além de ser navios autônomos, conformarão um conjunto ”, declarou Popov , também presidente da Comissão do senado russo (Conselho da Federação) para a política naval da Rússia.
Comentou que atualmente o nível do desenvolvimento do armamento é tão alto que s o país necessita de um enfoque sistemático à hora de desenhar navios de guerra e as armas que utilizam.“ Os novos sistemas em porta-aviões aproveitarão as informações obtidos dos satélites para as tarefas de detecção e localização de alvos”.

Um choque para a psique colectiva Más notícias e corridas bancárias 30/07/08

ao vivo da guerra imperialista americana no iraq 30/07/08












Tuesday, July 29, 2008

mercado imobiliário americano 29/07/08

guerra fria 29/07/08

Organização Xangai ameaça os planos americanos
no leste europeu.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9688

irã isolado 29/07/08

treinamento dos militares na coréia do Sul 29/07/08 é claro que com o apoio do exército americano.

RDP da Coreia: Alvo do imperialismo desde há 60 anos
http://resistir.info/asia/coreia_cadima.html
Aliança militar global para cercar a Rússia e a China
http://resistir.info/asia/cerco_mai07.html








insurreição dos estudantes no nepal.29/07/08








Irã visa estreitar os laços com a Síria na luta contra ameaças externas 29/07/08

a tensão no Oriente Médio requer uma cooperação activa entre o Irão e a Síria, o parlamento iraniano afirmou terça-feira.
"Irã está empenhado em desenvolver cooperação com a Síria. A situação delicada que tem evoluído na região requer um aprofundamento dessa cooperação, bem como as consultas entre os nossos países sobre um vasto leque de questões," disse Ali Larijani visitando o ministro dos Negócios Estrangeiros da síria Walid al-Moallem.
O funcionário iraniano disse que Damasco e Teerão tinha boas possibilidades de aprofundamento das relações bilaterais nos domínios político, comercial e económica ."Irão ea Síria são dois importantes países do mundo islâmico, que desempenham um papel significativo para fazer frente às ameaças enfrentadas pelos seguidores do Islã", disse ele.
http://en.rian.ru/world/20080729/115188611.html

Irã diz que não proliferação nuclear favorece injustamente potências nucleares 29/07/08

presidente do Irã disse na terça-feira que não existe um sistema eficaz para impedem a transferência de armas nucleares entre potências nucleares, e que o Conselho de Segurança da ONU é incapaz de resolver os problemas globais nuclear. na cerimônia de abertura da conferência ministerial do Movimento Não-Alinhados, em Teerão, disse: "Não há um único órgão poderoso ou influente que pode resolver questões de desarmamento nuclear com os governos que possuem armas nucleares."
"Ao mesmo tempo, estes países utilizam o pretexto de evitar a proliferação de armas nucleares a denunciar as actividades nucleares para fins pacíficos de outros países", disse Ahmadinejad.A falta de instrumentos internacionais eficazes para combater a proliferação de tecnologias nucleares militares permite que países que "falam a linguagem da força" para aumentar os seus arsenais nucleares, disse ele."Pode o Conselho de Segurança da ONU adopte uma resolução contra os americanos?" , perguntou retoricamente. "Se o corpo tinha sido baseada nos princípios da justiça, a questão palestiniana e não existiria o falso regime sionista [em Israel] nunca teria sido reconhecido", acrescentou o presidente. Irã, o euro e o dólar
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=4243
Nos planos dos EUA, o ataque nuclear ao Irã
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=2585
a guerra contra o iran pode ser evitada?duvido, jamais..
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=9250
Israel revela a sua estratégia contra o Irã
http://resistir.info/palestina/meyssan_02fev07_p.html
Crise no seio do estado maior inter-armas dosEstados UnidosA Casa Branca sacrificaria a5ª Frota para justificara destruição nuclear do Irão?
http://resistir.info/irao/5_frota_eua.html
Por trás dos tambores da guerra ao IrãoArmas nucleares ou juros compostos?http://resistir.info/financas/brown_10nov07_p.html
A bolsa do petróleo do Irão e a ameaça bushiana
http://resistir.info/energia/currency_war.html
Planos de guerra da administração Bush para o Irã
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6868
A guerra ao Irã
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=5685
Jogos de guerra iranianos:Exercícios,testese ensaiosoupreparaçãoemobilização
para a guerra real?
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=6337
A frágil hegemonia do dólar:A Bolsa Petrolíferado Irão pode derrubá-lo
http://resistir.info/eua/hegemonia_fragil.html

itália:esse país está com sua economia em falência 29/07/08

O governo italiano decidiu que as ruas das principais cidades italianas vão passar a ser patrulhadas pelo exército. Cerca de 3000 militares serão mobilizados para esta missão, que pretende combater o crime e aumentar a segurança. Depois de se decretar o estado de emergência contra a imigração ilegal em todo o país, continua a escalada da militarização em Itália.
As ruas das maiores cidades italianas vão passar a ser patrulhadas pelo exército, segundo proposta conjunta dos ministros da Defesa e do Interior do governo de Berlusconi. De acordo com o plano que o governo italiano pretende pôr em marcha imediatamente, 2000 soldados serão destacados para as zonas com índices mais elevados de criminalidade, ficando metade deste contingente com a responsabilidade de controlar centros de detenção de imigrantes. Os restantes mil soldados serão mobilizados para onde forem necessários.Esta medida vem na sequência do Estado de Emergência contra a imigração ilegal decretado por Berlusconi para toda a Itália na semana passada. O governo italiano pretende reavaliar a situação ao fim de seis meses, admitindo prolongar a presença das forças armadas nas ruas para além desse período.

Obama, o príncipe do engodo 29/07/08

Seis anos e meio em Guantánamo 29/07/08

ao vivo da guerra imperialista americana no iraq 29/07/08














Monday, July 28, 2008

Roger Chartier 28/07/08

Quem é Roger Chartier? Como a sua obra se relaciona com a sua história de vida?Roger Chartier: Tenho sempre uma certa prudência com questões pessoais. Acho que, quando a gente fala de si, constrói algo impossível de ser sincero, uma representação de si para os que vão ler ou para si mesmo. Gostaria de lembrar, a este propósito, o texto de Pierre Bourdieu sobre a ilusão biográfica ou a ilusão autobiográfica. Bourdieu critica este tipo de narrativa em que uma vida é tratada como uma trajetória de coerência, como um fio único, quando sabemos que, na existência de qualquer pessoa, multiplicam-se os azares, as causalidades, as oportunidades.Outro aspecto da ilusão biográfica ou autobiográfica é pensar que as coisas são muito originais, singulares, pessoais, quando são, na verdade, freqüentemente, experiências coletivas, compartilhadas com as pessoas pertencentes a uma mesma geração. Ao fazer um relato autobiográfico é quase impossível evitar cair nesta dupla ilusão: ou a ilusão da singularidade das pessoas frente às experiências compartilhadas ou a ilusão da coerência perfeita numa trajetória de vida.Penso que esse tipo de relato só tem sentido quando podemos relacionar um detalhe, algo que seria puramente anedótico, com o mundo social ou acadêmico em que se vive. Pierre Nora lançou a idéia de “ego-história” numa coletânea de ensaios onde estão reunidas oito autobiografias: George Duby, Jacques Le Goff, Pierre Duby, dentre outros. Eram autores conhecidos falando sobre sua trajetória pessoal ou relacionando-a com a escolha de determinado período ou campo histórico. Mas pessoalmente considero muito difícil evitar o anedótico ou o demasiado pessoal nesse tipo de relato. Como pensar em si, objetivando entender seu próprio destino social? Acho que é preciso primeiro situar-se dentro do mundo social e daí fazer um esforço de dissociação da personagem: a personagem que fala e a personagem sobre a qual se fala, que é o mesmo indivíduo.Isto posto, podemos entrar, com uma certa cautela, na resposta à sua pergunta. Nasci em Lyon e pertenço a um estrato social fora do mundo dos dominantes, sem tradição no meio acadêmico. Minha trajetória escolar e universitária foi conseqüência desta origem. Na França, o traço dominante era a reprodução: o sistema escolar e universitário levava a que os filhos reproduzissem as mesmas posições sociais dos pais. Pierre Bordieu e Jean Claude Passeron trataram desse tema em dois livros. O primeiro, publicado em 1964, chamava-se “Os herdeiros” e o segundo, de 1970, “A reprodução”.Naturalmente que há espaço para que as pessoas que vêm de outro horizonte social possam driblar essa tendência. A minha própria trajetória pertence a esta exceção. Para entendê-la é preciso um certo conhecimento da realidade social do pós-guerra na França, entre os anos 1950 e 60, quando predominava o sistema de reprodução, mas onde havia também alguma possibilidade de ascensão para gente de outra origem social. Acho, no entanto, que quando há este tipo de tensão entre uma forma dominante de escola e uma individualidade de origem diferente que consegue furar este sistema sempre se mantém algo dessa tensão, dessa dificuldade.O historiador inglês, Richard Hoggart, em seu livro “The uses of literacy”, reflete sobre a sua própria trajetória de estudante bolsista oriundo de uma família de operários. Esta filiação ao lugar de origem, essa relação entre a autobiografia e objeto de estudo, foi extremamente proveitosa no caso de Hoggart, não lhe parece?Chartier: Traduzido para o francês como “La culture du pauvre”, o livro de Hoggart é realmente maravilhoso, pois consegue articular elementos biográficos com uma reflexão profunda sobre a mídia voltada para as classes populares, neste caso a classe operária inglesa dos anos 1940 e 50. O principal propósito desse livro é questionar a idéia segundo a qual todos os leitores ou ouvintes das produções dessa indústria cultural acreditavam piamente em suas mensagens. Viveriam sob uma forma de alienação, submetidos aos modelos sociais que as mensagens dos “mass media” do tempo -rádio, cinema e revistas- impunham.Hoggart queria mostrar que havia uma relação muito mais complexa, ambivalente, entre crer e não crer, aceitar a ficção e, ao mesmo tempo, ter a consciência de que se trata de um mundo irreal, um mundo de fábula, de ficção. A oposição entre nós e os outros era um elemento muito claro no livro de Hoggart, e a maneira como estabelece a relação entre história pessoal e discussão sociológica me parece muito justa e adequada.Em Lyon, no entanto, não éramos uma classe operária no mesmo sentido de Hoggart. Vivíamos num mundo de artesãos que trabalhavam de uma maneira ou de outra na atividade dominante da cidade que é a seda. Havia algo como o que descreve Hoggart na relação com os horóscopos, com os diários de grande tiragem e as canções. Mas não havia apenas a circulação dos produtos culturais que descreve Hoggart, havia também um certo gosto por uma parte da cultura dominante. A ópera, por exemplo, era muito popular.Na Lyon da minha infância ia-se à ópera como se ia ao cinema, duas, três vezes por semana. Era uma apropriação muito popular não de todo o repertório da ópera, mas principalmente da ópera italiana, de Verdi, dos franceses. Meu pai viu “Carmen” 25 vezes. Essa relação mudou entre os anos 1960 e 1970, quando este mundo dos artesãos foi gradativamente desaparecendo e, em seu lugar, surgiu uma fratura mais profunda entre o mundo dos que vão à ópera e o dos que gostam de outra forma de diversão.Um aspecto que me pareceu interessante no livro de Hoggart é a importância que a literatura teve para a sua formação. Imagino que na França, onde a tradição literária é tão forte, uma formação baseada nessas leituras de mocidade deve influir na possibilidade de romper com o sistema da reprodução. Você não acha?Chartier: De fato, na França, a literatura tinha muita importância na escola. Principalmente porque o currículo da escola primária utilizava para diversos exercícios pedagógicos fragmentos dos clássicos, de Victor Hugo, dos novelistas do século 19, como Alphonse Daudet. Dessa maneira, como a escola é obrigatória, cada um, até a idade de 14 anos, inclusive a gente das camadas mais populares, tinha uma relação direta, ainda que fragmentária, com esse corpus literário que define a literatura francesa.Para os alunos dos liceus, havia também todo o repertório da literatura clássica do século 17: Corneille, Molière, Racine. Havia uma impregnação muito forte daquilo que, numa definição canônica, chamam de literatura. Não sei se isso ainda é assim hoje em dia, porque a escola primária ou secundária se desprendeu um pouco desse corpus canônico de textos e se abriu a autores contemporâneos.A mídia também mudou muito. Recordo que nos anos 1960 havia somente uma rede de televisão que saía do ar às oito e meia da noite e onde se lia Corneille. Apresentar numa rede pública, com uma programação única para todos, às oito e meia, um texto clássico, é algo impensável hoje. Salvo nos canais particulares destinados a um certo público.O mundo mudou profundamente no final dos anos 1960. 1968 foi um marco da ruptura cultural, não necessariamente no sentido que usualmente se pensa: de uma abertura, da quebra da autoridade, de formas mais abertas de comportamento. Mas o que também houve a partir de 68 foi o agravamento desse espírito de comercialização, com a destruição da dimensão cultural, por exemplo, da televisão.Destruição no sentido de que não há apenas a possibilidade compartilhada por toda a gente de ver ou desligar a televisão. Agora há uma fragmentação infinita, há os canais para os que gostam de pop, para os que gostam de rock, da música clássica. É uma forma de fragmentação cultural que também se pode ver como uma forma de liberdade e de diversificação. Mas ao mesmo tempo, 68 marca também o desaparecimento de uma cultura compartilhada e arraigada numa referência como a literatura nacional e universal.A minha geração foi, no Brasil, talvez a última em que a leitura dos clássicos da literatura universal era um hábito. Acho que isso criou um universo de referência para a nossa geração que é diferente dos jovens de hoje. De que maneira esse universo de referências culturais originadas da leitura dos clássicos está na base da visão de mundo do historiador de hoje em dia? Por outro lado, de que maneira esse universo de referência cultural mais ampliado contribuiu para a aceitação de abordagens interdisciplinares?Chartier: Não devemos pensar que o passado era necessariamente melhor. Há autores que se especializaram nesse tipo de diagnóstico pessimista. Acho, ao contrário, que hoje se lê mais do que nos anos 1950. Inclusive porque o computador não é apenas um novo veículo para imagens ou jogos. Ele é responsável também pela multiplicação da presença do escritor nas sociedades contemporâneas. No computador tanto se pode lê os clássicos como publicações acadêmicas e revistas em geral. Podem não ser necessariamente leituras fundamentais, enriquecedoras, mas são leituras.

Luciano Floridi 28/07/08

http://www.philosophyofinformation.net/blog/index.html
filosofia da informação

Emil Wolf 28/07/08

um dos melhores da física mundial.

Irã ainda quer aderir ao grupo Xangai 28/07/08

os planos do Irão a aderir à Organização Cooperação de Xangai (SCO) permanecem inalteradas.A SCO é um grupo regional de segurança que inclua a Rússia, China, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão e Uzbequistão.Irão, bem como o Paquistão têm procurado a adesão plena da organização. "Esperamos que o Irão se tornar um membro permanente e activo desta organização"disse o embaixador do iran em moscow.
a entrada do iran é amplamente visto como um contrapeso à influência da OTAN na Eurásia.
http://en.rian.ru/world/20080728/115090625.html

Rússia e Jordânia em conversações 28/07/08

A Rússia está a negociar com a Jordânia a criação de uma joint venture para fazer foguetes lançadores, granadas de propulsão.Vladimir Korenkov, diretora geral da empresa estatal Bazalt, disse que " foram já tomadas algumas medidas" para lançar co-produção do sistema RGP-32.
http://en.rian.ru/russia/20080728/115080031.html

Mais de 8.000 soldados russos estão envolvidos em exercícios estratégicos no leste do país.28/07/08

Mais de 8.000 militares estão participando de exercícios estratégicos na parte oriental da Rússia.confirmou o Ministério da Defesa da rússia.Os exercícios - Vostok-2008 - foram lançados em 26 de julho e será concluído em agosto .na Sibéria e Extremo Oriente sob o comando do Gen. Nikolai Makarov, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Rússia.

têm por objectivo melhorar a organização territorial e de defesa civil

putin faz visita ao complexo de defesa aérea russo. 28/07/08

serviço secreto russo
http://www.fsb.ru/








Opinião: "Ingresso da Turquia é do interesse da Europa" 28/07/08

Para o político verde Cem Özdemir, debate sobre o ingresso do país no bloco questiona o significado e as fronteiras da Europa, que ele vê como um projeto de paz, impossível de se reduzir à sua herança cristã-ocidental.Os chefes de governo e de Estado da União Européia (UE) deram sinal verde em outubro de 2004 e, em 3 de outubro de 2005, a UE e a Turquia passaram a negociar o ingresso do país no bloco. No entanto, apesar de haver sido uma decisão consensual, o tema ainda gera debates controversos e emocionais. Mas, na verdade, o que está em jogo neste conflito não é a Turquia. Pois sua entrada questiona o que exatamente é a Europa e o que ela pretende ser.É possível traçar um paralelo com o debate sobre a assim chamada cultura dominante (leitkultur) na Alemanha. Pois também aqui debatemos não apenas a integração de imigrantes, mas nos certificamos de forma mais abrangente sobre o futuro e a identidade de nossa sociedade. Sendo assim, o debate sobre as fonteiras e a ampliação da UE é também uma espécie de confirmação. Afinal, o que é a Europa?
Os países-membros da União Européia são interdependentes do ponto de vista econômico e seria errado menosprezar a integração econômica em busca de uma definição comum do que é a Europa, como se ela tivesse um significado menor que fronteiras supostamente mais objetivas e semelhanças culturais.
A importância da integração política, por sua vez, vem à tona diante dos desafios que um país não consegue enfrentar sozinho. Seja no tocante às conseqüências das mudanças demográficas, às mudanças climáticas, ao combate ao terrorismo ou à luta global contra a pobreza e a fome – a União Européia oferece um potencial único de cooperação efetiva entre países. O Tratado de Lisboa é um passo importante nesse sentido, embora com certeza não será o último.Entretanto, solidariedade e cooperação, que no caso da UE significam também renúncia à soberania, não se constituem apenas com base no poder dos fatos, mas vivem de pré-requisitos internos que vão além disso. Para mim, a história do século 20 é esse fundamento.A história da Europa é, ao mesmo tempo, visão e projeto, e impensável sem as catástrofes da Segunda Guerra Mundial. A Europa e a UE incorporam para mim os ideais de paz, democracia e liberdade de opinião, cuja implementação cotidiana deve impedir que uma semelhante catástrofe jamais volte a acontecer na Europa.Diante disso, considero pouco convincente definir a Europa exclusivamente através de sua herança cristã-ocidental ou do Iluminismo. Não há critérios objetivos, essencialistas, capazes de determinar nossa identidade e nosso futuro. Geógrafos e historiadores falam em fronteiras "construídas" da Europa.
O que é então essa Europa? Segundo a imagem que fazemos de nós mesmos, trata-se de um lugar onde direitos humanos, liberdade de opinião e democracia são valores não negociáveis. Mas isso não se dá devido a sua "essência", e sim porque assim o queremos. E a nem tão distante guerra na ex-Iugoslávia, assim como o envolvimento de países-membros no seqüestro de pessoas pela CIA e seu aprisionamento em Guantánamo mostram que ainda não chegamos ao fim desse desenvolvimento.Se hoje há Estados querendo ingressar no bloco justamente devido à importância que damos a tais valores, trata-se de uma confirmação da idéia visionária e do sucesso da União Européia.Diante disso, faz pouco sentido perguntar se a Turquia pertence ou não à Europa com base em sua "essência". Se a Turquia se vê como parte da Europa e almeja o ingresso no bloco, não importa o que digam que a Europa é ou deixa de ser, mas que Europa queremos e que papel a Turquia poderia desempenhar nesse processo.Questões religiosas e culturais não devem ser excluídas do debate público acerca do ingresso de um país na UE, mas não desempenham papel algum na hora de tomar uma decisão contra ou a favor. As condições são sabidas: os Critérios de Copenhagen exigem uma economia de mercado efetiva e competitiva, democracia, Estado de direito, respeito aos direitos humanos, proteção às minorias e adoção do direito em vigor na UE. Este último item é verificado com base em 35 capítulos e controlado minuciosamente.Por mais que esses critérios sejam claramente especificados, argumentos culturalistas vêm sendo usados repetidamente a fim de criticar o ingresso da Turquia no bloco. Alega-se, por exemplo, seu caráter islâmico, abertamente ou não. Mas seria preciso que deixássemos para trás perspectivas culturalistas e essencialistas, como se a cultura de um país e a atitude de seu povo fossem para sempre imutáveis. Os ex-candidatos Espanha e Irlanda são ótimos exemplos dessa mudança, assim como a própria Alemanha.Além disso, o cumprimento desses critérios, que no caso da Turquia são severamente controlados como nenhum outro candidato jamais foi, modificará o país não só política e economicamente, mas claro que também influenciará seu caráter cultural. Basta ver os esforços necessários no campo da educação.
No entanto, isso não significa que a Turquia tenha de virar ateísta ou cristã. Pelo contrário, o país e sua gente têm de provar, num projeto sem igual até hoje, que o Islã, de um lado, e democracia, direitos humanos, economia de mercado e proteção a minorias, de outro, não são nenhuma contradição.Há poucos anos, em Berlim, o jornalista e opositor sírio Michel Kilo lembrou que a imagem da Turquia nas sociedades do Oriente Médio havia mudado. Há não muito tempo, lembrou Kilo, o sucessor do Império Otomano era visto como traidor devido à sua participação na Otan e a suas boas relações com Israel. Hoje, o país é respeitado por suas eleições democráticas, pela liberdade de imprensa e por seu desenvolvimento econômico. Além disso, Ancara desempenha um papel importante como mediador no Oriente Médio.A integração da Turquia na UE é, também sob este aspecto, não só do interesse turco, mas também europeu. As camadas reformistas e em prol da sociedade civil no país acompanham ansiosas seu rumo ao futuro. Os países-membros da UE não deveriam ver a Turquia como uma mera bola no jogo de sua política interna, mas aceitá-la como um desafio positivo, acompanhando-a honesta, porém criticamente em seu percurso em direção à UE. É evidente que o sucesso na realização deste projeto é do nosso interesse.

no meio de protestos exercícios da OTAN na Ucrânia 28/07/08

O exercício naval da NATO "Sea Breeze 2008" na Ucrânia foi realizado como previsto, apesar dos protestos da população, informou hoje o comandante das Forças Navais da Ucrânia, Vice-Almirante Igor Teniuj.
O exercício "Sea Breeze 2008", que começou no dia 14 de julho, celebrado no sábado na província de Odessa ucraniano com a participação de alguns milhares de tropas militares e de delegações de 17 países.As manobras eram acompanhadas de protestos da população local, que se opõe à entrada da Ucrânia na OTAN. Os manifestantes estabeleceram tendas e a criação de piquetes num dos locais onde foram realizados os exercícios no oeste da Crimeia. Mesmo foi relatado que os manifestantes apedrejaram os participantes nas manobras."O plano dos exercícios" Sea Breeze 2008 ", foi cumprido a cem por cento", anunciou hoje Vice Almirante Teniuj citado pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Ucrânia.

Turquia vive momento de instabilidade 28/07/08

A guerra ao Líbano e a batalha pelo petróleo
http://resistir.info/chossudovsky/pipeline_btc.html
Tribunal julga possível proibição do partido do premiê turco Erdogan. Medida é vista pela UE como intromissão exacerbada da Justiça na vida política. País vive momentos de inquietação após atentado em Istambul.Poucas horas antes do início do julgamento acerca de uma
possível proibição do AKP (Partido pela Justiça e Desenvolvimento) na Turquia, um atentado deixou em Istambul um saldo de 17 mortos e mais de 150 feridos.Embora um porta-voz do partido curdo PKK tenha negado qualquer participação no atentado, políticos acreditam que a organização possa estar envolvida no caso. Segundo as autoridades locais, não há ainda provas da autoria do atentado. O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, declarou sua solidariedade ao governo turco diante do atentado com vítimas fatais. As bombas explodiram no subúrbio de Gungoren, em Istambul. Não é recente a aversão que o partido islâmico-conservador do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, desperta em seu país. Uma das principais acusações da Procuradoria Geral é a de que o AKP do atual premiê estaria "enterrando o laicismo" na Turquia, ao tentar implementar uma "república islâmica", colocando em risco os "fundamentos seculares" do Estado.A Promotoria reivindica não somente a dissolução do partido, como também a proibição de ação de 71 políticos de suas fileiras hoje atuantes no governo, entre estes o primeiro-ministro Erdogan e o presidente Abdullah Gül.
Erdogan e seus correligionários fundaram o AKP a partir das bases de outros partidos de fundamento islâmico, proibidos anteriormente no país. Vários de seus adversários acreditam que se a Justiça decidir por uma proibição do AKP, o atual premiê já tem todas as artimanhas preparadas para a fundação de um próximo partido, também fundado em princípios islâmicos. Uma das principais provas dos opositores de Erdogan de que seu partido vem implementando medidas que vão contra a separação entre religião e Estado – preceito estabelecido pela Constituição do país – é a aceitação do uso do véu muçulmano pelas mulheres nas universidades. Com votos dos deputados do AKP e do partido nacionalista MHP, o Parlamento turco aprovou em fevereiro último a permissão do controverso uso do véu, anteriormente proibido no país."A insegurança do cenário político afasta investidores estrangeiros, que apostam nas reformas de Erdogan e numa aproximação do país com a União Européia", escreve o semanário alemão Die Zeit.A posição da União Européia é de oposição ao processo judicial, que visa tornar ilegal o partido do governo na Turquia, por ver tal medida como uma intervenção injustificada do Judiciário na vida política do país.O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, fez há poucos meses severas críticas à iniciativa da Justiça turca de abrir um processo contra o AKP. "Isso poderá ter conseqüências negativas para a avaliação da Turquia por parte da UE", advertiu Barroso em abril último, referindo-se às negociações sobre o ingresso do país no bloco."Não vejo justificativa para o caso", declarou na época o comissário de Ampliação da UE, Olli Rehn. "Nos países-membros da União Européia, questões políticas como as abordadas nesse processo são debatidas pelo Parlamento e decididas nas urnas, não em tribunais", concluiu o comissário

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